Polícia Civil prende responsável pelo Pátio Carangola na 2ª fase da Reboque Maldito
Operação apura suspeitas de corrupção ativa, crimes tributários, cobranças abusivas na remoção e estadia de veículos e possíveis fraudes em leilões de automóveis.
A nova fase é desdobramento das investigações iniciadas após a primeira etapa da operação, realizada em fevereiro de 2026, quando foram cumpridos mandados de busca e apreensão no estabelecimento investigado. O mandado de prisão preventiva foi expedido pela Justiça da Comarca de Carangola. Segundo a Polícia Civil, os elementos informativos colhidos ao longo da investigação apontam, em tese, para crimes de corrupção ativa, crimes tributários, cobranças abusivas e exacerbadas relacionadas à remoção e estadia de veículos, além de possíveis fraudes envolvendo leilões de automóveis. Além da prisão preventiva, a Polícia Civil também cumpriu mandados de busca e apreensão relacionados às investigações em andamento. Durante uma das diligências, outro investigado foi preso em flagrante após a localização de arma de fogo, munições e aparelho celular ocultados em uma área de pastagem na zona rural de Carangola. Foram apreendidos um revólver calibre .38, munições intactas, estojos deflagrados e aparelhos celulares que poderão auxiliar no aprofundamento das investigações. Segundo apurado pela Polícia Civil, durante o cumprimento das buscas, o investigado inicialmente apresentou versões contraditórias sobre a localização de um aparelho celular. Posteriormente, ele teria admitido que havia escondido o material em meio à vegetação existente na propriedade rural. A operação foi coordenada pelo delegado Thales Borges Muniz e contou com a participação dos policiais civis Rafaella Fumian, Mayla Ayub Binoti, Nilson Ned Correa, João Walberto, Felipe Saluan da Cunha, Rodrigo da Silva Rocha, Jardel Ferreira e Deyvid Cesar Valente. A ação integrou equipes das Delegacias de Carangola, Divino e Fervedouro. As investigações continuam com o objetivo de apurar a extensão dos fatos, identificar eventuais outros envolvidos e esclarecer possíveis fraudes relacionadas ao setor de remoção, guarda e leilão de veículos na região. A segunda fase da Operação Reboque Maldito toca em um ponto sensível para qualquer cidadão que já teve um veículo removido, apreendido, guardado em pátio ou ameaçado de ir a leilão: a sensação de que, depois que o carro entra nesse sistema, o proprietário perde o controle sobre o próprio bem. Remoção, estadia, taxa, documentação, prazo, guincho, pátio e leilão formam uma engrenagem que o cidadão comum quase nunca entende por completo. E justamente por isso ela precisa ser fiscalizada com rigor absoluto. Segundo a Polícia Civil, a investigação apura, em tese, corrupção ativa, crimes tributários, cobranças abusivas e exacerbadas, além de possíveis fraudes envolvendo leilões de automóveis. A lista é grave porque não trata apenas de um procedimento administrativo mal explicado. Trata de uma possível estrutura de prejuízo econômico em torno de veículos recolhidos. A tensão central está entre serviço legal e abuso operacional. Um pátio pode funcionar dentro da lei. Um guincho pode ser necessário. Uma estadia pode ser cobrada. Um leilão pode ocorrer dentro do rito. Mas quando surgem suspeitas sobre cobrança excessiva, fraude e irregularidade tributária, a pergunta deixa de ser burocrática e passa a ser pública: quem fiscalizava essa engrenagem? O caso precisa ser acompanhado até o fim porque a prisão preventiva é apenas uma etapa. O que interessa agora é saber se houve vítimas, quais valores foram cobrados, quais veículos passaram pelo sistema, quais leilões serão reavaliados, quem participou das etapas e se outros agentes orbitavam a estrutura investigada. Quando o cidadão perde o veículo, ele já está em posição de fragilidade. Se o sistema que deveria apenas guardar, regularizar e dar destino legal ao bem passa a ser suspeito de abuso, o problema deixa de ser privado e vira questão de confiança pública. No caso da Operação Reboque Maldito, a apuração mira quatro eixos principais: corrupção ativa, crimes tributários, cobranças abusivas na remoção e estadia de veículos e possíveis fraudes em leilões de automóveis. A parte mais sensível está nos leilões. Para um veículo chegar a leilão, existe uma cadeia de atos: remoção, registro, guarda, notificação, cobrança, prazo, avaliação e destinação. Se qualquer etapa for manipulada, omitida ou usada para pressionar economicamente o proprietário, o prejuízo pode ser direto e difícil de reparar. As buscas também resultaram na prisão em flagrante de outro investigado, após a localização de revólver calibre .38, munições intactas, estojos deflagrados e aparelho celular em área de pastagem na zona rural de Carangola. O detalhe do celular ocultado é relevante. Segundo a Polícia Civil, o investigado apresentou versões contraditórias e depois admitiu que havia escondido o aparelho em meio à vegetação. Em investigações desse tipo, celulares podem ajudar a reconstruir conversas, contatos, orientações, movimentações e eventuais vínculos entre envolvidos. A partir de agora, o ponto técnico decisivo será a rastreabilidade. A investigação precisa cruzar documentos, valores cobrados, registros de veículos, notas, comunicações, contratos, leilões e eventuais reclamações de proprietários. O caso só será realmente esclarecido se a apuração conseguir responder perguntas objetivas: quem cobrou, quanto cobrou, com base em qual regra, quem recebeu, quem fiscalizou, quais veículos foram leiloados e se houve prejuízo a proprietários.Polícia Civil prende responsável pelo Pátio Carangola na 2ª fase da Reboque Maldito
A Polícia Civil de Minas Gerais deflagrou nesta data a segunda fase da Operação Reboque Maldito, em Carangola, e cumpriu mandado de prisão preventiva contra o responsável pelo estabelecimento Pátio Carangola LTDA.Outro investigado foi preso em flagrante

Celular teria sido escondido em área de vegetação
Delegacias de Carangola, Divino e Fervedouro participaram da ação

Quando o pátio entra na mira, o motorista começa a entender o tamanho do problema
As investigações continuam para apurar a extensão dos fatos, identificar eventuais outros envolvidos e esclarecer possíveis fraudes no setor de remoção, guarda e leilão de veículos.





COMENTÁRIOS