Estudo estima que políticas de saúde poderiam evitar 739 mil mortes prematuras e acrescentar R$ 1 trilhão à economia
Projeção até 2050 combina intervenções em doenças cardiovasculares, respiratórias, diabetes, saúde mental e outras áreas; números são estimativas de modelo, não resultados já observados.
Agência Brasil Um estudo do McKinsey Health Institute estima que a adoção mais ampla de intervenções de saúde já conhecidas poderia evitar 739 mil mortes prematuras no Brasil e acrescentar mais de R$ 1 trilhão à economia até 2050.
Os números chamam atenção, mas precisam ser lidos corretamente: são projeções de um modelo sobre o efeito potencial de políticas e tratamentos, não uma contagem de mortes que certamente ocorrerão ou serão evitadas.
Onde estaria o maior potencial
O estudo considera medidas como ampliação do diagnóstico, controle de hipertensão e colesterol, acesso a tratamentos, prevenção e manejo de doenças crônicas. As maiores reduções proporcionais projetadas aparecem em grupos de doenças respiratórias, cardiovasculares, metabólicas, saúde mental e transtornos associados ao uso de substâncias.
Na lógica econômica, melhorar a saúde reduz afastamentos, incapacidades e mortes em idade produtiva, além de aumentar participação no trabalho e qualidade de vida. É daí que vem a estimativa de impacto sobre o Produto Interno Bruto.
Estimativa não é promessa
O valor do estudo está em dimensionar o custo de oportunidades perdidas quando intervenções eficazes não chegam a toda a população. Mas os resultados dependem de cobertura real, adesão, financiamento, capacidade do SUS, desigualdades regionais e implementação ao longo de décadas.
Por isso, o dado de 739 mil mortes deve ser apresentado como estimativa condicionada a cenários de melhoria, e não como previsão automática.
Fontes: Agência Brasil.





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