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Carangola,25/10/2026

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Japão pesa no exterior: Flávio tem 47 mil votos no país e supera sozinho toda a votação parcial de Lula

Primeiros boletins do segundo turno mostram Flávio Bolsonaro com 32.893 votos contra 14.654 de Lula no recorte das 9h20; diferença é puxada principalmente pelo Japão, enquanto o petista amplia vantagem na Austrália e Nova Zelândia.

Fontes: Tribunal Superior Eleitoral, G1, Congresso em Foco, CNN Brasil, Jornal Razão
Japão pesa no exterior: Flávio tem 47 mil votos no país e supera sozinho toda a votação parcial de Lula

Os primeiros boletins de urna do segundo turno presidencial começaram a mostrar neste domingo, 25 de outubro, como brasileiros residentes fora do país estão votando na disputa entre Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, e Flávio Bolsonaro, do PL.



No recorte atualizado por volta das 9h20, com 166 boletins de urna de 13 países e territórios, Flávio Bolsonaro somava 32.893 votos, equivalentes a 69,2% dos votos válidos contabilizados, enquanto Lula aparecia com 14.654 votos, ou 30,8%.



A diferença naquele momento era de 18.239 votos. Mas a fotografia escondia um elemento decisivo: quase toda a vantagem de Flávio vinha do Japão, que sozinho concentrava uma quantidade de votos muito superior aos demais países já fechados.



Os números não representam o resultado oficial da eleição no exterior e muito menos uma projeção do resultado nacional. Trata-se da soma de boletins de urna já disponibilizados pela Justiça Eleitoral em locais onde a votação terminou antes por causa do fuso horário.



Japão concentra a diferença



O Japão era, de longe, o maior colégio eleitoral já completamente contabilizado nesse primeiro recorte.



Flávio Bolsonaro recebeu 28.538 votos, ou 80,08% dos votos válidos, contra 7.098 votos, ou 19,92%, de Lula.



A diferença apenas entre os eleitores brasileiros no Japão chegou a 21.440 votos. Isso significa que a vantagem japonesa era maior do que a própria diferença total de 18.239 votos registrada na soma dos países já contabilizados, porque Lula recuperava parte desse saldo em outros locais.



Foram consideradas 119 urnas no Japão.



No primeiro turno de 2026, Flávio Bolsonaro também havia vencido entre os brasileiros no país, com 24.601 votos, enquanto Lula recebeu 5.234.



Os dois candidatos, portanto, aumentaram suas votações no segundo turno. Flávio recebeu 3.937 votos a mais que no primeiro turno e Lula acrescentou 1.864 votos.



A comparação com a eleição presidencial anterior também revela continuidade no comportamento desse eleitorado. No segundo turno de 2022, Jair Bolsonaro recebeu 27.640 votos, ou 83,63%, no Japão, contra 5.412 votos, ou 16,37%, de Lula.



Austrália e Nova Zelândia ampliam votação de Lula



Na Austrália, o movimento foi inverso. Lula recebeu 6.017 votos, aproximadamente 63,5%, diante de 3.465 votos, cerca de 36,5%, para Flávio Bolsonaro.



Foram contabilizadas 29 urnas. Lula abriu uma diferença de 2.552 votos.



No primeiro turno deste ano, os números haviam sido de 4.562 votos para Lula e 2.579 para Flávio. Lula ganhou, portanto, mais 1.455 votos entre os dois turnos, enquanto Flávio acrescentou 886.



Em 2022, Lula também havia vencido na Austrália no segundo turno, com 4.321 votos, ou 62,69%, contra 2.572 votos, ou 37,31%, de Jair Bolsonaro.



Na Nova Zelândia, a diferença proporcional foi ainda maior. Lula recebeu 418 votos, equivalentes a 80,54% dos válidos, contra 101 votos, ou 19,46%, de Flávio Bolsonaro.



Cinco urnas foram contabilizadas no país.



No primeiro turno de 2026, Lula havia obtido 234 votos e Flávio, 64. No segundo turno de 2022, Lula recebeu 389 votos, ou 70,34%, contra 164, ou 29,66%, de Jair Bolsonaro.



Além dos votos válidos, na Nova Zelândia compareceram 526 brasileiros: quatro votaram em branco e três anularam o voto.



China, Coreia do Sul e Singapura também dão maioria a Lula



Na China, Lula manteve vantagem sobre Flávio Bolsonaro. Os boletins integralmente confirmados no primeiro recorte mostravam 375 votos para Lula e 134 para Flávio em três urnas contabilizadas.



Outros levantamentos publicados durante a manhã chegaram a apresentar 502 votos para Lula e 267 para Flávio ao incorporar boletins adicionais vinculados ao eleitorado chinês. A diferença decorre do momento e do conjunto de seções considerados em cada compilação. Por isso, nesta matéria, os totais agregados seguem o mesmo recorte de boletins utilizado na parcial das 9h20.



No primeiro turno, Lula havia recebido 367 votos e Flávio, 203 na China. Já no segundo turno de 2022, Lula ficou com 279 votos, ou 53,65%, contra 241, ou 46,35%, de Jair Bolsonaro.



Na Coreia do Sul, Lula venceu por 148 votos, ou 64,35%, contra 82 votos, ou 35,65%, de Flávio Bolsonaro.



No primeiro turno de 2026, Lula havia recebido 123 votos e Flávio, 72. Em 2022, o placar do segundo turno foi de 126 votos para Lula e 70 para Jair Bolsonaro.



Em Singapura, Lula recebeu 213 votos, ou aproximadamente 63,8%, enquanto Flávio Bolsonaro teve 121 votos, cerca de 36,2%. Duas urnas foram contabilizadas.



No primeiro turno, Lula havia obtido 190 votos no país e Flávio, 92. Em 2022, Lula venceu por 230 votos, ou 63,71%, contra 131, ou 36,29%, de Jair Bolsonaro.



Disputas apertadas em parte da Ásia



Em outros países, as diferenças foram de poucos votos.



Na Malásia, Flávio Bolsonaro recebeu 44 votos, ou 51,8%, contra 41 votos, ou 48,2%, de Lula. A diferença foi de apenas três votos.



O resultado também representou uma mudança em relação ao primeiro turno, quando Lula havia vencido por 44 votos contra 27 de Flávio. Em 2022, Lula também havia ficado à frente no país, com 32 votos, ou 55,17%, contra 26, ou 44,83%, de Jair Bolsonaro.



Na Tailândia, Flávio venceu por 60 votos a 56. No primeiro turno, havia recebido 51, contra 40 de Lula. Em 2022, Jair Bolsonaro venceu no país por 50 votos a 47.



Em Taiwan, Flávio Bolsonaro recebeu 130 votos, ou cerca de 58%, contra 94 votos, aproximadamente 42%, de Lula. No primeiro turno, os números haviam sido 107 para Flávio e 77 para Lula. Em 2022, Jair Bolsonaro recebeu 132 votos contra 101 de Lula.



Nas Filipinas, Flávio Bolsonaro obteve 39 votos e Lula, 27. No primeiro turno, foram 33 para Flávio e 26 para Lula. Em 2022, Jair Bolsonaro venceu no país por 34 votos a 22.



Hong Kong também apareceu entre os locais já contabilizados no levantamento das 9h20. Flávio Bolsonaro recebeu 133 votos, ou 51,2%, contra 127 votos, ou 48,8%, de Lula. A diferença foi de apenas seis votos.



O peso dos países muda completamente a leitura



Contar apenas quantos países cada candidato venceu pode produzir uma impressão distorcida da votação no exterior.



O Japão possui dezenas de milhares de votantes, enquanto países como Malásia, Filipinas e Tailândia registraram apenas algumas dezenas de votos nesse primeiro conjunto de boletins.



É justamente essa diferença de tamanho que explica por que Flávio Bolsonaro conseguia manter cerca de 69% dos votos somados mesmo com Lula vencendo em importantes locais da Oceania e da Ásia.



Entre os dez maiores colégios eleitorais brasileiros no exterior, o Japão é o terceiro, com 88.370 eleitores aptos. Apenas Estados Unidos e Portugal possuem eleitorados brasileiros maiores.




Os dez maiores eleitorados brasileiros no exterior


Estados Unidos: 265.411 eleitores

Portugal: 134.801

Japão: 88.370

Canadá: 46.489

Alemanha: 41.552

Espanha: 40.773

Reino Unido: 40.474

Itália: 38.678

França: 29.741

Suíça: 27.037


Juntos, esses dez países concentram aproximadamente 81% do eleitorado brasileiro registrado no exterior. Na parcial da manhã, apenas o Japão já tinha seus números completamente incorporados ao grupo dos maiores colégios.



Isso limita qualquer comparação do total parcial com o desempenho final do exterior, já que Estados Unidos, Portugal, Canadá, Alemanha, Espanha, Reino Unido, Itália, França e Suíça ainda poderiam alterar profundamente a distribuição dos votos.



Como foi o primeiro turno no exterior



No primeiro turno, realizado em 4 de outubro, Lula foi o candidato mais votado em 64 países. Flávio Bolsonaro ficou à frente em 36 países. Houve empate na Guiné-Bissau.



Na soma de todos os votos registrados fora do Brasil, Lula recebeu 157.387 votos, ou 47,57% dos válidos.



Flávio Bolsonaro recebeu 143.900 votos, equivalentes a 43,49%.



A abstenção no exterior chegou a 62,69%.



Os números do primeiro turno ajudam a mostrar por que a parcial deste domingo ainda representa apenas uma pequena parte da fotografia internacional. Países onde Lula teve grandes votações no primeiro turno, como Portugal, Alemanha, Canadá e Reino Unido, ainda não estavam incorporados ao recorte inicial. O mesmo vale para locais com eleitorados importantes onde Flávio registrou votações expressivas.



918 mil brasileiros podem votar fora do país



Segundo o Tribunal Superior Eleitoral, 918.876 brasileiras e brasileiros estão aptos a votar no exterior em 2026.



Esse eleitorado está distribuído por 186 cidades em 134 países e territórios e representa pouco mais de meio por cento do eleitorado brasileiro.



O número cresceu 31,82% em relação às eleições de 2022, quando aproximadamente 697 mil pessoas estavam habilitadas a votar fora do Brasil.



Para que uma seção eleitoral seja instalada em determinada localidade no exterior, é necessário que existam pelo menos 30 eleitores brasileiros aptos.



Por isso, há países onde existem brasileiros residentes, mas que não aparecem individualmente na relação de locais com votação.



Quem possui domicílio eleitoral no exterior vota apenas para presidente e vice-presidente da República.



A eleição no exterior dura cerca de 29 horas



A votação acontece das 8h às 17h de acordo com o horário local de cada país.



Por causa dos fusos horários, o processo eleitoral brasileiro no exterior se estende por aproximadamente 29 horas.



A Nova Zelândia é uma das primeiras localidades a concluir a votação. Pelo horário de Brasília, as seções neozelandesas abriram ainda às 16h de sábado, 24 de outubro.



Depois vêm Austrália e países da Ásia. Ao longo da manhã brasileira, encerram-se votações na Europa e na África. As últimas seções ficam nas Américas.



Esse desenho explica por que resultados de algumas partes do mundo começam a circular antes mesmo da abertura das urnas no Brasil.



O que são os boletins de urna



Os números conhecidos durante a manhã vêm dos boletins de urna, os BUs.



Ao terminar a votação, cada urna eletrônica produz um documento com a quantidade de votos registrada para cada candidato naquela seção eleitoral.



Esses boletins são disponibilizados pela Justiça Eleitoral. Ao reunir os documentos de todas as seções de determinada cidade ou país, veículos de imprensa e outras entidades conseguem calcular o resultado local antes da divulgação da totalização oficial.



Isso não deve ser confundido com a apuração presidencial oficial.



Na parcial das 9h20, haviam sido contabilizados 166 dos 1.282 boletins de urna previstos para o exterior. Ainda faltavam mais de mil urnas.



Europa, Américas e África ainda podem mudar completamente o quadro



No momento desse levantamento, a maior parte da Europa, das Américas e da África ainda não tinha resultados de segundo turno consolidados no recorte utilizado.



Entre os países europeus que ainda aguardavam números estavam alguns dos maiores colégios brasileiros no exterior.



Portugal havia registrado no primeiro turno 26.401 votos para Lula e 19.412 para Flávio Bolsonaro. No segundo turno de 2022, Lula venceu entre os brasileiros no país por 23.256 votos, ou 64%, contra 13.081, ou 36%, de Jair Bolsonaro.



Na Alemanha, o primeiro turno deste ano terminou com 13.525 votos para Lula e 3.532 para Flávio. Em 2022, Lula recebeu 13.387 votos, ou 76,89%, contra 4.023, ou 23,11%, de Jair Bolsonaro.



No Reino Unido, Lula teve 8.640 votos no primeiro turno de 2026, enquanto Flávio recebeu 5.366. Em 2022, o resultado havia sido de 9.064 votos para Lula contra 6.004 para Jair Bolsonaro.



Na Suíça, o primeiro turno foi mais equilibrado: Lula recebeu 5.194 votos e Flávio, 4.525. Em 2022, Lula havia vencido por 5.509 votos contra 5.041 de Jair Bolsonaro.



Nas Américas, o Canadá também permanecia entre os grandes eleitorados ainda sem resultado incorporado ao primeiro recorte. Lula teve 12.508 votos no país no primeiro turno deste ano, contra 7.043 de Flávio.



Na Argentina, Lula havia recebido 3.747 votos no primeiro turno e Flávio, 1.681.



Já no Paraguai, Flávio Bolsonaro teve vantagem expressiva no primeiro turno, com 3.848 votos, diante de 546 de Lula. Em 2022, Jair Bolsonaro também havia vencido entre os brasileiros no país, com 4.601 votos, ou 86,76%.



Na Bolívia, o primeiro turno de 2026 terminou com 1.387 votos para Flávio e 349 para Lula.



Na África, os resultados do segundo turno também ainda eram escassos no primeiro recorte. No primeiro turno, Flávio havia vencido na África do Sul por 230 votos contra 152 de Lula. Lula havia vencido em Angola por 147 a 101. Em Moçambique, Flávio ficou à frente por 113 a 89.



O retrato da manhã ainda é apenas o começo



A primeira fotografia do segundo turno no exterior mostra dois movimentos claros e simultâneos.



Flávio Bolsonaro abriu grande vantagem absoluta graças principalmente ao peso do Japão. Lula, por sua vez, venceu com margens expressivas em países como Austrália e Nova Zelândia e ficou à frente também na China, Coreia do Sul e Singapura.



Mas comparar os candidatos apenas pela soma desse primeiro conjunto de países produz uma leitura incompleta. Estados Unidos, Portugal, Canadá e os principais colégios da Europa ainda representam centenas de milhares de eleitores.



O resultado oficial para presidente, reunindo votos registrados no Brasil e no exterior, começa a ser divulgado pelo Tribunal Superior Eleitoral somente a partir das 17h, no horário de Brasília, depois do encerramento da votação em território nacional.



Até lá, os boletins do exterior funcionam como registros locais já encerrados, não como uma parcial oficial da eleição brasileira.




Fontes: Tribunal Superior Eleitoral; G1; Congresso em Foco; CNN Brasil; Jornal Razão. Dados atualizados conforme boletins de urna disponíveis durante a manhã de 25 de outubro de 2026.





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