Dino manda PF investigar possível interferência estrangeira nas eleições brasileiras
Decisão do STF determina apuração sobre origem e destino de recursos estrangeiros e possível manipulação de algoritmos; Corte ressalta que os fatos ainda não comprovam crimes.
Reprodução / UOL — Imagem ilustrativa O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, determinou nesta terça-feira (27) que a Polícia Federal investigue indícios de interferência estrangeira nas eleições brasileiras de 2026. A apuração deverá alcançar a origem, circulação e destinação de recursos estrangeiros e possíveis manipulações de algoritmos de plataformas digitais para favorecer ou prejudicar candidaturas.
Investigação será conduzida sob supervisão do STF
A decisão foi tomada no âmbito da ADPF 1178. Segundo o STF, as investigações deverão tramitar separadamente e sob supervisão da Corte diante da possibilidade de envolvimento de integrantes do Congresso Nacional nos fatos examinados.
Recursos estrangeiros e ambiente digital
Dino citou documentos e manifestações que apontariam riscos de desequilíbrio no ambiente digital, incluindo restrições temporárias a contas de campanha e diferenças de alcance e engajamento. Também houve pedidos para apurar eventual participação de recursos estrangeiros no processo eleitoral.
Apuração não é condenação
O próprio STF registrou que os acontecimentos relatados justificam investigação, mas não comprovam, por si sós, a ocorrência de crimes. A distinção é central: neste momento há uma ordem de apuração sobre fatos e fluxos financeiros, e não uma conclusão judicial de responsabilidade de candidatos, partidos ou plataformas.





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