Mandato de oito anos para ministros do STF entra na disputa pelo comando do Senado
PEC 16/2019 segue em tramitação e prevê mandato único de oito anos; reportagem aponta que Davi Alcolumbre acenou com a possibilidade de pautar o tema na negociação por apoio.
Foto: Carlos Moura / Agência Senado — Imagem ilustrativa A discussão sobre limitar o tempo de permanência de ministros do Supremo Tribunal Federal voltou ao centro da negociação política no Senado. A PEC 16/2019, que estabelece mandato de oito anos sem recondução, continua oficialmente em tramitação e teve movimentação registrada em 22 de outubro, quando passou a constar como matéria com a relatoria na Comissão de Constituição e Justiça.
O que prevê a PEC
A proposta altera o artigo 101 da Constituição para substituir a permanência até a aposentadoria compulsória por um mandato de oito anos. Também cria prazos para indicação, análise e nomeação de ministros. Por ser uma proposta de emenda à Constituição, depende de votação qualificada nas duas Casas do Congresso.
Tema entrou na negociação pelo Senado
Reportagem do Metrópoles afirma, com base em relatos de parlamentares, que Davi Alcolumbre sinalizou a senadores da oposição que poderia colocar a PEC em votação se for reconduzido à presidência do Senado em fevereiro de 2027. Essa informação é uma negociação política atribuída a interlocutores; não equivale a um compromisso formal nem a uma pauta já convocada.
Mudança teria efeito estrutural
Hoje, ministros do STF permanecem no cargo até a aposentadoria compulsória aos 75 anos, salvo saída anterior. Um mandato fixo mudaria a frequência de renovação da Corte e a relação entre as indicações presidenciais e o calendário político. A PEC 16 mantém a indicação pelo presidente da República, mas cria limites temporais e prazos para o processo.
O que precisa acontecer para valer
O fato concreto hoje é a existência e tramitação da PEC. Para virar regra, o texto ainda precisa avançar na CCJ, ser aprovado em dois turnos pelo Senado com três quintos dos votos, seguir para a Câmara e cumprir o mesmo rito. A disputa pela presidência do Senado pode acelerar o debate, mas não substitui nenhuma dessas etapas.





COMENTÁRIOS