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Golpe de empréstimo falso rouba R$ 30 milhões e atinge milhares de brasileiros

A Operação Saque Rápido prendeu 41 suspeitos de integrar uma quadrilha de estelionatários que aplica golpe de empréstimo falso. Segundo investigações, a organização criminosa conta com milhares de pessoas. O grupo teria roubado cerca de R$ 30 milhões em pouco mais de 1 ano e feito vítimas em todo o Brasil. As prisões foram realizadas em 7 de julho, no Paraná e em São Paulo.


Vítimas do estelionato tinham que pagar quadrilha antes de receber empréstimo

Como é uma organização criminosa que tem milhares de pessoas, a gente identificou 50 dos principais. Porque, se fosse [para prender todos os envolvidos], a gente teria que prender 10.000 pessoas numa operação”, contou o delegado da Polícia Civil do Paraná, Guilherme Dias, ao Fantástico.

A quadrilha usava o nome de instituições como Receita Federal, Febraban (Federação Brasileira dos Bancos) e BC (Banco Central) nas suas operações. Até o escritor português José Saramago era citado na negociação.


Segundo as investigações, os criminosos gastaram pelo menos R$ 600 mil em anúncios no Google para atrair clientes. Ao digitar termos como “empréstimo para negativados” no buscador, eram exibidos anúncios de sites administrados pelos golpistas.


Depois que as pessoas interessadas em tomar o empréstimo preenchiam o cadastro no site, telefonistas entravam em contato. A vítima recebia e assinava um contrato, que tem um cláusula com uma multa de 30% a 40% caso ela queira cancelar a operação.


Antes da suposta liberação do crédito, em algum momento, o processo travava e a vítima tinha que depositar uma quantia na conta do estelionatário para receber o dinheiro. Se não fossem feitos os pagamentos solicitados, a vítima era ameaçada a ter o nome negativado por quebra de contrato. Não existe nenhuma modalidade de empréstimos em que o tomador tem de fazer pagamentos antecipados.


Os interessados em tomar o empréstimo também recebiam um documento falso em nome da Febraban assinado por “José Samargo”. A assinatura, no entanto, é a do escritor português José Saramago, colocada de ponta cabeça.


O dinheiro era depositado pelas vítima em conta de operadores, que sacavam os valores e repassavam aos líderes da quadrilha. Contas bancárias eram emprestadas por terceiros para receber os valores, o que também é crime.


O instrutor de autoescola, Rafael de Alencar Feliz, preso na operação, é apontado pela Polícia Civil do Paraná como um dos líderes do grupo. Segundo as investigações, ele tinha mais de R$ 3 milhões em suas contas bancárias.


Outra suspeita presa, Luciana Guimarães Lupi, tinha R$ 16,9 milhões em suas contas. Ela dizia ser agente de compra e venda e ter um salário mensal de R$ 8.000,00.


A defesa de Feliz nega o envolvimento do seu cliente e afirma que ele não conhece os demais investigados. Segundo o advogado, as movimentações financeiras e os bens do suspeito foram declarados à Receita Federal e a inocência dele será provada. A advogada de Lupi também afirma que sua cliente é inocente.


Sobre os anúncios, o Google explicou em nota que tem políticas rígidas para verificar os conteúdos anunciados, que são tirados do ar imediatamente caso sejam identificadas irregularidades. De acordo com a empresa, só em 2020, 3,1 bilhões de anúncios foram removidos. Redação

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