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Incêndio na Catedral de Notre-Dame, em Paris abala o mundo; FOTOS

A catedral de Notre-Dame é vista alinhada ao sol durante o amanhecer em Estrasburgo, na França. O fenômeno, chamado "Strasbourghenge", acontece quando o sol está alinhado diretamente atrás de um edifício ou monumento durante o solstício

Polícia isolou área ao redor e passou a retirar turistas que estavam dentro da catedral, uma das mais importantes da capital francesa.


Catedral de Notre-Dame é símbolo de Paris e começou a ser

construída em 1163

Templo gótico foi atingido por incêndio nesta segunda. Localizada em uma pequena ilha na capital francesa e rodeada pelas águas do Sena, construção levou 180 anos para ficar pronta.



Catedral de Notre-Dame tem mais de 8 séculos e levou 160 anos para ser construída. A Catedral de Notre-Dame, atingida por um incêndio nesta segunda-feira (15), é um dos símbolos de Paris e abriga um tesouro arquitetônico e artístico.

Famosa por sua arquitetura gótica, que atrai 13 milhões de turistas todos os anos, a igreja é conhecida ainda por ter sido cenário do romance "O Corcunda de Notre-Dame", lançado em 1831 por Victor Hugo (1802-1885). Seu grande órgão é um dos instrumentos mais famosos do mundo no gênero.


A construção do templo dedicado à Virgem Maria (Notre-Dame quer dizer Nossa Senhora em português) levou 180 anos: de 1163, quando começou a ser erguida no local onde ficava uma igreja romana, a 1345. Antes, o terreno havia sediado um templo druida, altar celta e antigos ritos cristãos. Localizada na Île de la Cité (uma pequena ilha no centro de Paris, rodeada pelas águas do rio Sena), a catedral foi restaurada diversas vezes em seus mais de oito séculos de existência.

Em meados do século 12, essa igreja romana passou a ser muito pequena para a população de Paris, cujo crescimento havia disparado. Surgiu, então, o projeto de construir uma imensa catedral, de 135 metros de largura e 40 metros de altura, testemunha da relativa prosperidade do momento, quando a fome e as epidemias diminuíram.

O século 13 foi considerado um período negro para a catedral. Os líderes religiosos, estimando que os coloridos vitrais "comiam a luz", substituíram muitos deles por cristais brancos.

Com a Revolução Francesa, a catedral foi fechada e nacionalizada. Em 1789, uma multidão subiu a fachada da igreja para destruir as cabeças das estátuas. Com o gesto, a população usava essas "cabeças de pedra", que remetiam à guilhotina, para demostrar insatisfação. Tesouros de Notre-Dame foram roubados, e a construção foi usada para armazenar alimentos.

Em 1801, a catedral foi restaurada para celebrar um acordo entre a França e a Santa Sé e para a coroação de Napoleão Bonaparte, em 1804. Mas em 1831 voltou a ser saqueada e teve seus vitrais quebrados.

No período romântico, que enaltecia a expressão artística de outras épocas, a Notre-Dame foi vista com novo interesse. Foi, então, que o escritor Victor Hugo, em seu livro "O Corcunda de Notre-Dame", lançou o grito de alarme, alertando que a histórica catedral estava em ruínas.

A "ressurreição" da construção começou em 1844, guiada pelos arquitetos Eugène Viollet-le-Duc e Jean-Baptiste Lassuss, que morreria em 1857. A restauração, que respeitou materiais, estilos e épocas, se estendeu durante mais de duas décadas.


Entre 1990 e 1992, o alvo da restauração foi o grande órgão da Catedral de Notre-Dame, um dos instrumentos mais famosos do gênero no mundo. O site oficial do templo cita que também foi promovida uma limpeza na fachada, que durou mais de dez anos.

O material de divulgação cita, por fim, que "longe de ser um museu, a catedral é, desde suas origens, a Casa de Deus e a Casa dos Homens".

Detalhes da arquitetura de Notre-Dame


O site oficial da Catedral de Notre-Dame lista sete pontos de destaque da arquitetura do edifício:

La façade occidentale (A Fachada Ocidental): Com dimensões imponentes (41 m de largura, 43 m de altura e 63 m no topo de torres), ela tem "quatro poderosos contrafortes que sobem até o topo das torres e os elevam para o céu", diz o material de divulgação. "Eles nos dizem simbolicamente que esta catedral é construída para Deus. "La flèche (A Flecha): Esta torre sineira a 93 metros do solo tem as estátuas de cobre que representam os 12 apóstolos e os quatro evangelistas. Tem 500 toneladas de madeira e 250 toneladas de chumbo. No topo, fica o galo com três relíquias – uma parte da Santa Coroa de Espinhos, uma relíquia de Saint Denis e outra de Saint Geneviève ("ele constitui (...) um verdadeiro 'raio espiritual' protegendo todos aqueles que trabalham para o louvor de Deus", diz o texto). A estrutura desabou após o incêndio. La charpente (O Quadro): A estrutura interna feita em carvalhos tem mais de 100 metros de comprimento, 13 de largura na nave, 40 no transepto (segmento que "atravessa" lateralmente o corpo principal) e 10 de altura. Le Portail du Jugement (O Portal do Julgamento): Ocupa o espaço central da fachada ocidental e foi instalado entre os anos 1220 e 1230. Simboliza o Juízo Final conforme no "Evangelho de São Mateus". Le Portail Sainte-Anne (O Portal de Sainte-Anne): Este foi instalado por volta de 1200 – portanto antes dos outros dois que ficam na fachada. Le Portail de la Vierge (O Portal da Virgem): Ocupa o espaço à esquerda da fachada ocidental e foi instalado entre os anos 1210 e 1220, logo depois do Portal de Sainte-Anne e antes do Portal do Julgamento. "Ele traça, segundo a tradição da Igreja, a morte de Maria, sua ascensão ao Paraíso e sua coroação como Rainha do Céu", diz o texto.

O fogo que atinge Notre-Dame nesta segunda pode estar ligado às obras que vinham sendo feitas no telhado do edifício. A torre central estava rodeada por um andaime.

No final da semana passada, as 16 estátuas de cobre que ficavam no alto da catedral haviam sido retiradas do telhado por um guindaste.

Com três metros de altura e pesando cerca de 150 kg cada uma, as obras representam os apóstolos e os quatro evangelistas. A previsão era de que as estátuas, após a restauração, voltassem a ser exibidas entre o final de setembro e o início de dezembro, antes de que fossem reinstaladas no telhado. Esta seria a primeira restauração em mais de um século.

Uma reportagem publicada em 2017 pelo jornal "The New York Times" descrevia a deterioração da Catedral de Notre-Dame.

Não eram sinais evidentes, mas havia gárgulas (estátuas ornamentais de monstros) quebradas e parapeitos deteriorados, com remendos feitos com madeira. Não havia risco de colapso, de acordo com o texto, mas era preciso reformar – e a estimativa de custo era de cerca de 150 milhões de euros (cerca de R$ 655,5 milhões, pela cotação atual).



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