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Isenção fiscal garantiu verba de R$ 3 milhões para evitar infecções de idosos

Dinheiro em Fundo Municipal do Idoso de Belo Horizonte garantiu assistência a público em 28 entidades


Crimes contra idosos aumentaram durante a pandemia

O número de idosos infectados por Covid-19 em Belo Horizonte poderia ter sido ainda maior, não fosse a atuação do Conselho Municipal do Idoso, em parceria com as secretarias de saúde e a de assistência social, segurança alimentar e cidadania.


Uma das preocupações dos integrantes do conselho era ampliar o suporte a idosos que não estivessem em condições hospitalares, por isso um recurso foi direcionado às entidades que prestam auxílio social a essa população. Chamadas de instituições de longa permanência para idosos – asilo é termo em desuso –, 28 dessas entidades são conveniadas com a prefeitura. Juntas, elas prestam apoio a um público que varia de mil a 1.200 idosos.


A verba de R$ 3 milhões foi encaminhada a essas entidades para evitar que os idosos nela hospedados fossem contaminados pelo vírus. O dinheiro também saiu do Fundo Municipal do Idoso, e a ação já foi realizada. “No início da pandemia a preocupação era que alguma dessas entidades fosse contaminada e todo mundo morresse”, relembra Fernanda Matos, presidente do Conselho Municipal do Idoso.


Cada uma dessas entidades recebeu R$ 3 mil por cada idoso atendido. Com o dinheiro foi possível melhorar condições de higiene, comprar máquinas de lavar, roupas de cama, construir novos aposentos, contratar pessoal habilitado, adquirir equipamentos médicos e reforçar a alimentação dos atendidos. “Fizemos tudo isso para evitar que esses idosos fossem hospitalizados”, explica a presidente. Segundo ela, as ações diminuíram o risco de contágio da população idosa em até 80%.


Criado por meio de lei municipal, o Conselho Municipal do Idoso possui recursos financeiros que são depositados em um fundo. O dinheiro é oriundo de captações feitas em empresas privadas por meio de isenção fiscal de imposto de renda, de forma parecida como acontece com a Lei Rouanet. “Do montante captado, 20% deve ser destinado a ações do conselho do idoso”, explica a presidente. Foram esses recursos que estão possibilitando o aprimoramento da rede de saúde pública municipal destinada ao idoso.


Solidão: sofrimento silencioso que apertou na quarentena

Mas o trabalho ainda não se encerra aqui. Entre os idosos que não dependem de hospitais e nem precisam de auxílio das entidades sociais, há aqueles que passam por uma espécie de sofrimento silencioso. Vários deles acabaram sendo alvos de uma camada de problemas devido à pandemia.


“Uma das grandes conquistas da pessoa idosa é a mobilidade, mas com a pandemia ele perdeu esse pilar e se isolou da sociedade”, diz Fernanda.

Já acostumado a ser vítima de preconceito social, o idoso passou a ter mais medo de morrer, por compreender que integra o chamado grupo de risco. “São pessoas que começaram a ter problemas emocionais, ficaram muito solitárias. As famílias pobres perderam os empregos e esse idoso virou o mantenedor, sofrendo ainda mais essa pressão. A pandemia para o idoso está sendo uma fase extremamente sofrida”, continua a representante.


Ela explica que essa situação de ansiedade e desânimo afeta até mesmo os 36 integrantes do conselho. Nem todos são idosos, mas entre os que são, alguns até já desistiram do coletivo de participação social. “Estamos tendo desistência de conselheiros que eram extremamente ativos. É algo que os desanima”, diz.


Mais denúncias de maus-tratos

Outra percepção tem sido o aumento nas denúncias relativas a maus tratos e violência contra idosos durante o período de isolamento social.

O Conselho Municipal do Idoso (CMI) já percebeu que os relatos aumentaram durante a pandemia, especialmente a partir do mês de setembro, apesar de o balanço final ainda não estar concluído.


Para minimizar essa situação de violência, o CMI também está criando estratégias que serão colocadas em vigor a partir de janeiro. “São vários casos de agressão, violência emocional, financeira e reclamações envolvendo serviços de saúde. Precisamos tratar as denúncias de forma centralizada para reduzir esses casos de violência”, promete a presidente do CMI da capital mineira, Fernanda Matos.


Outras cidades do Estado É esperado que outras cidades sigam o mesmo exemplo da Capital, pois essa é uma realidade vivida por todo país.

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