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Mundo beira 400 mil mortos por coronavírus, que castiga América Latina


Operação de desinfecção em larga escala, em Baku, 7 de junho de 2020 - AFP

O mundo se aproxima, neste domingo (7), das 400.000 mortes causadas pela pandemia de coronavírus, que causa estragos na América Latina, principalmente no Brasil, enquanto dá cada vez mais trégua à Europa.


O vírus já contaminou mais de 6,8 milhões de pessoas e matou mais de 397.000 em todo mundo, desde que surgiu na China, no final de dezembro passado.


Há algumas semanas transformada no novo epicentro da pandemia, a América Latina registra mais de 1,2 milhão de casos de contágio e passa de 62.000 óbitos. Mais da metade do total de mortos é no Brasil, onde o presidente de extrema direita Jair Bolsonaro se recusou a aplicar medidas de confinamento.


Procurando emergir do colapso econômico causado por semanas de restrições e de confinamentos para conter a propagação do vírus, os países, incluindo muitos que ainda sofrem com o vendaval da pandemia, continuam se abrindo.


Dada a desaceleração das infecções e a queda no número de mortes, a Europa seguirá, nesta semana, com a reativação de seu comércio e indústria e com a reabertura de atividades sociais e de suas fronteiras.


Com mais de 27.000 mortos, a Espanha continua na segunda-feira com seu cauteloso desconfinamento por fases, com a passagem de Madri e Barcelona para a segunda e penúltima etapa. Nela, está autorizada a abertura de praias para banhos de sol e das áreas internas dos restaurantes.

Com mais de 40.000 mortes, o Reino Unido anunciou hoje a reabertura dos locais de culto “para a oração individual”, a partir de 15 de junho.

Neste fim de semana, locais emblemáticos como o Palácio de Versalhes, nos arredores de Paris, ou os grandes museus de Madri, como o Prado, voltaram a receber o público.


– A passos acelerados na AL –


De longe o país mais afetado do mundo em números absolutos, os Estados Unidos registram mais de 109.000 mortes e 1,9 milhão de casos. Ainda assim, o presidente americano, Donald Trump, diz que a economia está se recuperando e insiste em flexibilizar o confinamento.


Seguindo seu exemplo, o presidente Jair Bolsonaro ameaçou retirar o Brasil da Organização Mundial da Saúde (OMS), alegando “viés ideológico” da organização.


Terceiro país com mais mortes por vírus no mundo (mais de 35.000) e com 645.000 casos oficialmente reconhecidos, as autoridades regionais de saúde acusaram o governo de tornar “invisíveis” os mortos pela COVID-19 e questionam a metodologia para contagem de óbitos.


Apesar de o México, com mais de 13.000 mortes e 110.000 infecções, estar em um pico de disseminação e de mortalidade, o governo iniciou a reabertura econômica e social.


O Peru é o segundo país da região em número de casos (191.758) e o terceiro em mortes (5.302), com um sistema de saúde à beira do colapso.


Com 386 mortes e 16.000 infecções, o Panamá, o mais atingido da América Central, retomará a quarentena por gênero na capital e em uma província adjacente na segunda-feira, depois do aumento de número de casos decorrente do desconfinamento.


Temendo uma maior disseminação do vírus, a Venezuela anunciou que reduzirá o fluxo de migrantes autorizados a retornarem para o país através de uma importante passagem de fronteira com a Colômbia, a partir de segunda-feira (8).


– Longo caminho para recuperação –


Em um momento em que a indústria do petróleo foi particularmente afetada pela queda da demanda durante o confinamento, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e seus aliados decidiram, neste fim de semana, prolongar os atuais cortes de produção em julho para estimular preços do petróleo.

Dados sombrios das duas maiores economias da Ásia destacam, porém, o longo caminho para a recuperação global.

As exportações da China caíram 3,3% na comparação anual em maio, após uma recuperação inesperada em abril. Analistas dizem que um declínio mais acentuado está-se aproximando desta potência manufatureira mundial.

E, na Índia, as fábricas também lutam para recomeçar, devido à escassez de mão de obra. O país emerge lentamente de um rígido bloqueio que enviou milhões de trabalhadores migrantes para suas aldeias remotas.

“Pelo menos 60% dos nossos trabalhadores foram embora. Como podemos fazer uma fábrica funcionar com apenas um terço da mão de obra?”, questiona Sanjeev Kharbanda, empresário ligado ao setor de calçados no estado indiano de Haryana.

Das grandes às pequenas empresas, o estrago causado pelo vírus foi imenso, levando muitas à falência. Por Redação Jornal Carangola Informações AFP

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