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Sem ampla vacinação, inclusive de crianças, variante Delta pode se espalhar rapidamente por Minas

A variante Delta do coronavírus, com transmissão comunitária já registrada em Minas e explosão de casos nos estados vizinhos Rio de Janeiro e São Paulo, tem potencial para se espalhar rapidamente por aqui. Apenas a vacinação com duas doses e medidas mais rígidas de segurança podem reduzir os efeitos da cepa, altamente transmissível.


INVESTIGAÇÃO – Minas tem pelo menos nove casos suspeitos da variante Delta do coronavírus; análises são feitas pela UFMG

E não basta só imunizar os adultos. O alerta em meio ao avanço da mutação vale para crianças e adolescentes, principalmente com a ampliação da volta às aulas presenciais. Há especialistas que defendem, inclusive, testagem dos alunos nas escolas.


No território mineiro, 12 casos da cepa originária na Índia já foram confirmados e nove notificações suspeitas são investigadas. Para o infectologista Carlos Starling, membro do Comitê de Enfrentamento à Pandemia em BH, a Delta deve superar a P1, de Manaus, tornando-se a mais comum.

No país, 120 milhões de brasileiros receberam a 1ª dose, número corresponde a 75% da população adulta

“Não tenho a menor dúvida que isso vai acontecer. O número de casos deve aumentar nas próximas quatro a oito semanas. Para contrapor a chegada dela, temos que reforçar a necessidade das pessoas se manterem em casa, evitar aglomerações e usarem máscaras”.


De acordo com o médico, é preciso acelerar o ritmo da vacinação para barrar um novo pico da doença, já que a variante ultrapassa a capacidade de defesa dos organismos sem segunda dose. Além disso, a cepa pode reduzir de 10% a 15% a eficácia dos atuais imunizantes. O especialista defende que crianças e adolescentes devem ser protegidos para evitar as formas graves da enfermidade.


“O que tem sido visto nos Estados Unidos e outros países é o aumento do número de casos nessas idades, que até então haviam sido poupadas com a circulação das variantes anteriores. Mas o vírus vai evoluindo a capacidade de infectar diferentes faixas etárias”, completou.

O risco maior às crianças também é reforçado pela pneumologista Letícia Kawano. Formada pela Faculdade de Medicina da USP e pesquisadora da Universidade de Paris, ela tem feito vários alertas nas redes sociais. Em um vídeo recente, defendeu ampla testagem dos estudantes nas escolas.


No Sudeste, São Paulo já iniciou a vacinação dos adolescentes. Até a primeira semana de setembro, todos os moradores com mais de 12 anos serão vacinados contra a Covid. Em Minas, não há data para o início da imunização das crianças, apenas uma previsão, a partir do mês que vem.


Em nota, a Prefeitura de BH informou que o Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (CIEVS) realiza um trabalho de monitoramento continuado para detectar novas variantes. Conforme a Secretaria de Estado de Saúde (SES), ações de vigilância genômica foram ampliadas, com a análise de 180 amostras por semana. Por Luiz Augusto Barros

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