Renan Santos propõe inteligência artificial para reduzir filas do SUS e nova regra para trabalhadores de aplicativo
Candidato do Missão defende prontuário eletrônico integrado e mudança trabalhista para ampliar formalização e proteção social
Renan Santos propõe inteligência artificial para reduzir filas do SUS e nova regra para trabalhadores de aplicativo
Candidato do Missão defende prontuário eletrônico integrado e mudança trabalhista para ampliar formalização e proteção social
O candidato à Presidência Renan Santos, do Missão, colocou tecnologia e mercado de trabalho no centro de novas propostas apresentadas durante a campanha. Entre elas estão a criação de um prontuário eletrônico único com uso de inteligência artificial no Sistema Único de Saúde e uma reforma trabalhista voltada à formalização de trabalhadores de aplicativos e informais.
Na área da saúde, Renan argumenta que a falta de integração entre informações dos pacientes contribui para atrasos em consultas, exames e cirurgias. A proposta é reunir dados em uma plataforma nacional e utilizar ferramentas de inteligência artificial para ajudar na triagem, organização de filas e definição de prioridades.
A ideia toca em um dos maiores problemas operacionais do SUS: sistemas fragmentados e dificuldade de compartilhar informações entre unidades, municípios e estados. A tecnologia pode ajudar, mas não elimina gargalos como falta de profissionais, equipamentos, infraestrutura e financiamento.
O uso de inteligência artificial em saúde também exige regras sobre proteção de dados, segurança, transparência dos critérios utilizados pelos sistemas e responsabilidade em decisões que afetem pacientes.
No mercado de trabalho, Renan defende uma reforma que permita ampliar a formalização sem obrigar trabalhadores de aplicativos a entrar necessariamente no modelo tradicional da CLT. A proposta busca criar proteção previdenciária e social para profissionais que hoje trabalham como autônomos ou por plataformas digitais.
O candidato vem apresentando uma visão mais ampla de mudança nas relações de trabalho. Em eventos recentes, criticou a estrutura atual da CLT e da Justiça do Trabalho e defendeu novos modelos contratuais.
Essas posições devem entrar no debate eleitoral porque alcançam dois grupos enormes: usuários do SUS e milhões de brasileiros que trabalham fora do emprego formal tradicional.
O desafio será transformar propostas gerais em desenho concreto. No SUS, isso significa explicar integração de bases, segurança dos dados, custo e responsabilidade pelas decisões automatizadas. No trabalho por aplicativo, será necessário definir contribuição previdenciária, direitos mínimos, jornada, remuneração e papel das plataformas.
É justamente nessa passagem da promessa para o modelo de execução que o Especial Eleições 2026 pretende acompanhar as propostas dos candidatos.
Fontes: Jornal de Minas | UOL





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