Seleção de modelos termina em prisões e prejuízos de até R$ 9 mil em Juiz de Fora
Mulheres relatam ter sido atraídas por promessa de campanhas publicitárias e depois induzidas a contratar serviços; duas pessoas foram presas.
Uma suposta seleção de modelos terminou com duas pessoas presas em Juiz de Fora após mulheres relatarem prejuízos que chegaram a R$ 9 mil. As vítimas disseram ter sido atraídas pela promessa de participação em campanhas publicitárias e possibilidade de receber cachês.
Segundo os relatos reunidos na ocorrência, o processo começava com cadastro, fotografias e uma avaliação apresentada como etapa para escolha de modelos. Depois, algumas participantes teriam sido direcionadas à contratação de serviços pagos.
Pelo menos três vítimas procuraram as autoridades. O caso passou a ser tratado como suspeita de estelionato. As prisões não representam condenação, e a investigação deverá apurar como funcionava a abordagem, quantas pessoas foram atendidas e qual foi o total de valores movimentados.
Promessa profissional reduz a desconfiança
Golpes desse tipo funcionam porque a vítima não é abordada inicialmente com pedido direto de dinheiro. A primeira etapa costuma ser apresentada como oportunidade: emprego, campanha, teste, seleção ou convite profissional. A cobrança aparece depois, quando a pessoa já investiu tempo e criou expectativa de contratação.
Isso não significa que toda agência de modelos que cobre por ensaio, curso ou produção de material esteja cometendo fraude. O ponto de atenção está na forma como o serviço é apresentado. Quando existe promessa de trabalho, cachê ou contratação condicionada a pagamento imediato, o interessado deve exigir contrato, identificação da empresa e informações verificáveis sobre a campanha anunciada.
No caso de Juiz de Fora, a investigação deverá esclarecer se havia efetivamente trabalhos publicitários disponíveis, qual era a relação entre os serviços cobrados e as oportunidades prometidas e se outras vítimas passaram pela mesma situação.
A divulgação do caso pode ampliar o número de relatos. Em investigações de estelionato, o aparecimento de novas vítimas costuma ajudar a reconstruir o método utilizado, identificar repetição de condutas e dimensionar o prejuízo total.
Quem acredita ter passado por situação semelhante deve guardar comprovantes, mensagens, contratos, anúncios e registros de pagamento. Esses documentos podem ser decisivos para demonstrar o que foi prometido e o que efetivamente aconteceu.
Fonte: Tribuna de Minas.





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