Mudou menos do que parece: quase 8 em cada 10 deputados de Minas sobreviveram às urnas
ALMG terá 24 novos nomes, mas 53 dos 68 deputados que tentaram a reeleição conseguiram permanecer.
A nova Assembleia Legislativa de Minas terá 24 nomes que não integram a atual legislatura. Vista isoladamente, a informação sugere renovação relevante. Mas outro número muda a leitura: dos 68 deputados que tentaram permanecer no cargo, 53 foram reeleitos.
Isso significa sucesso de quase 78% entre os parlamentares que buscaram mais quatro anos. A renovação total ficou em 31,2%, a menor em 24 anos.
Novo nome não significa necessariamente novo poder
Parte da renovação ocorre porque deputados deixaram a Assembleia para disputar outros cargos, enquanto outros políticos com carreira anterior chegam a uma nova função. Por isso, taxa de renovação não deve ser confundida automaticamente com entrada de pessoas sem histórico político.
O indicador mais revelador é a sobrevivência dos incumbentes: quem já tinha mandato e tentou continuar conseguiu, na grande maioria.
Continuidade também precisa ser cobrada
Reeleição não é problema em si. O eleitor pode manter quem considera eficiente. Mas a permanência amplia a possibilidade de comparar promessa, produção legislativa, presença regional e uso de recursos ao longo de mais de um mandato.
Os eleitos mostram quem venceu. A taxa de permanência mostra quanto do poder realmente mudou.
Fonte: Assembleia Legislativa de Minas Gerais.





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