Candidato gastou mais de R$ 1 milhão e teve 16,8 mil votos: custo declarado passou de R$ 63 por voto
Caso de Wilson Grassi mostra como prestação de contas permite medir eficiência financeira sem transformar gasto em julgamento moral.
Wilson Grassi Junior declarou despesas de aproximadamente R$ 1,075 milhão na campanha presidencial de 2026 e recebeu 16.881 votos. A divisão simples coloca o gasto declarado em pouco mais de R$ 63 por voto obtido.
O cálculo não mede legalidade nem qualidade da campanha. Mede eficiência financeira com base nos números declarados à Justiça Eleitoral.
Gasto por voto não é preço de compra de voto
A expressão pode confundir. O valor resulta apenas da divisão entre despesas de campanha e votação. Não significa pagamento ao eleitor.
Campanhas possuem gastos com equipe, deslocamento, comunicação, produção de conteúdo, material e estrutura. Quanto menor a votação diante de uma despesa alta, maior será a relação matemática por voto.
Prestação de contas permite comparar campanhas
O TSE publica receitas e despesas declaradas pelos candidatos. Isso abre espaço para análises de campanhas de alto custo e baixo retorno, assim como campanhas que obtiveram muita votação com orçamento relativamente menor.
O dado precisa ser usado com cuidado porque prestações podem ser atualizadas e ainda passar por julgamento da Justiça Eleitoral.
Fontes: Tribunal Superior Eleitoral e UOL.





COMENTÁRIOS