Nova Assembleia terá 24 estreantes e recorde de 20 mulheres, mas renovação é a menor em 24 anos
ALMG terá 31,2% de novos deputados a partir de fevereiro de 2027; 53 dos 68 parlamentares que tentaram a reeleição conseguiram novo mandato.
Assembleia Legislativa de Minas Gerais A Assembleia Legislativa de Minas Gerais terá 24 novos deputados estaduais a partir de 1º de fevereiro de 2027. O número corresponde a uma renovação de 31,2% das 77 cadeiras.
Ao mesmo tempo, a nova legislatura terá 20 mulheres, maior presença feminina já registrada na ALMG. O avanço de representação ocorre em uma eleição que, em termos gerais, renovou menos cadeiras do que qualquer outra nos últimos 24 anos.
Reeleição funcionou para quase oito em cada dez candidatos
Dos 68 deputados estaduais que tentaram permanecer no cargo, 53 foram reeleitos. A taxa de sucesso ficou próxima de 78%.
Outros cinco parlamentares estaduais tentaram migrar para a Câmara dos Deputados, e três conseguiram a eleição federal. Isso significa que parte das mudanças na Assembleia não veio da derrota nas urnas, mas da troca de esfera política.
Mais mulheres, ainda sem paridade
As 20 deputadas representam um recorde para Minas, mas continuam sendo minoria em uma Casa de 77 integrantes. O dado revela avanço de participação sem equivaler a equilíbrio entre homens e mulheres.
A nova composição também altera a distribuição partidária e as forças dentro das comissões permanentes, que analisam orçamento, saúde, educação, segurança, infraestrutura e fiscalização do Executivo.
Para os municípios da Zona da Mata, a troca de nomes importa porque deputados estaduais são responsáveis por leis estaduais, fiscalização do governo e articulação de emendas e políticas regionais. A renovação só ganhará significado concreto quando a nova legislatura começar a votar, fiscalizar e distribuir influência política pelo território mineiro.
Fontes: Assembleia Legislativa de Minas Gerais; ALMG, bancada feminina.





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