Concurso de cafés de Minas bate recorde com 1.982 amostras; Matas de Minas entra forte na disputa
73% das propriedades inscritas têm até 10 hectares; campeão estadual de 2025 veio de Alto Jequitibá, na região das Matas de Minas.
O 23º Concurso Estadual de Qualidade dos Cafés de Minas Gerais recebeu 1.982 amostras em 2026, novo recorde da competição promovida pela Emater-MG.
O dado tem peso especial para a Zona da Mata porque as Matas de Minas estão entre as quatro regiões produtoras representadas e vêm de um resultado simbólico: o grande campeão estadual de 2025 foi João Pedro Emerick Ramos, agricultor familiar de Alto Jequitibá.
Pequenas propriedades dominam as inscrições
Segundo a Emater-MG, 73% das propriedades participantes possuem até 10 hectares. O número mostra como o mercado de qualidade pode gerar valor mesmo em áreas pequenas, característica comum da cafeicultura de montanha da região.
As amostras vêm do Cerrado Mineiro, Chapada de Minas, Matas de Minas e Sul de Minas e são avaliadas nas categorias Café Natural e Cereja Descascado, Despolpado ou Desmucilado.
240 cafés avançam depois da avaliação sensorial
Após análise física, as amostras passam por prova sensorial. As 240 classificadas para a próxima fase precisam alcançar pelo menos 85 pontos na escala da Specialty Coffee Association.
A premiação está prevista para 10 de dezembro, em Belo Horizonte. Além do grande campeão estadual, haverá vencedores regionais.
Para produtores de Carangola e entorno, o concurso funciona também como termômetro de posicionamento. A região já possui altitude, relevo, tradição e perfil de pequenas propriedades compatíveis com o mercado de cafés especiais. O desafio é transformar qualidade de bebida em marca, acesso a compradores e remuneração maior na porteira.
Fontes: Governo de Minas, Agricultura.





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