Crédito de R$ 22 milhões em Minas concentra 90% em saúde e segurança, mas maior parte vem de remanejamento
Decreto publicado nesta sexta distribui R$ 22,05 milhões; Fhemig recebe cerca de R$ 10 milhões e órgãos de segurança somam aproximadamente R$ 9,86 milhões.
O Governo de Minas abriu R$ 22.049.961,46 em créditos suplementares por meio do Decreto NE nº 1.009, publicado nesta sexta-feira. A leitura detalhada do documento mostra que a maior parte da movimentação está concentrada em saúde hospitalar e segurança pública.
A Fhemig recebe aproximadamente R$ 10,02 milhões. Somados, Secretaria de Justiça e Segurança Pública, Polícia Civil, Polícia Militar e Corpo de Bombeiros recebem cerca de R$ 9,86 milhões. Juntos, esses dois blocos respondem por pouco mais de 90% do total movimentado.
Crédito suplementar não é sinônimo de R$ 22 milhões novos no caixa
Esse é o ponto mais importante para interpretar o decreto. A maior parte do crédito é financiada por anulação ou remanejamento de outras dotações orçamentárias. Portanto, o documento não significa que o Estado encontrou R$ 22 milhões adicionais fora do orçamento.
O decreto informa aproximadamente R$ 21,41 milhões originados de cancelamentos de outras dotações. Há ainda recursos vinculados a saldo de transferência federal e receita diretamente arrecadada pela Junta Comercial.
Para onde vai o dinheiro
Entre as maiores suplementações aparecem Fhemig, com cerca de R$ 10 milhões; Secretaria de Justiça e Segurança Pública, com mais de R$ 6,29 milhões; e Polícia Civil, com aproximadamente R$ 3,55 milhões.
Também existem valores menores para Advocacia-Geral do Estado, Educação, Desenvolvimento Social, Planejamento, Polícia Militar, Bombeiros, IPSM, Junta Comercial e Instituto Mineiro de Agropecuária.
A pergunta correta é dupla
Em crédito suplementar, olhar apenas quem recebeu é insuficiente. É preciso acompanhar também de onde a dotação foi retirada. Uma suplementação pode corrigir necessidade real de execução, mas todo cancelamento representa mudança de prioridade dentro do orçamento aprovado.
O decreto oferece a fotografia contábil da movimentação. A análise completa exige acompanhar as dotações anuladas e verificar quais programas perderam espaço para financiar as novas despesas.
Fontes: Assembleia Legislativa de Minas Gerais, Decreto NE 1.009/2026.





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