TSE cobra Google por respostas de IA que teriam atribuído declarações falsas a Lula
Ministro Kassio Nunes Marques deu prazo para empresa explicar resultados do Gemini e do Modo IA; alegações ainda estão sob análise
O Tribunal Superior Eleitoral solicitou ao Google informações sobre respostas produzidas por ferramentas de inteligência artificial que, segundo representação apresentada à Corte, teriam atribuído declarações falsas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O pedido envolve o Gemini e recursos de Modo IA associados ao mecanismo de busca.
Google terá de prestar informações
O ministro Kassio Nunes Marques determinou que a empresa apresente esclarecimentos preliminares no prazo fixado pela Justiça Eleitoral.
A coligação responsável pela representação também deverá complementar documentos sobre os resultados apontados.
A existência do pedido de informações não significa que o TSE tenha concluído que houve manipulação, favorecimento político ou conduta ilícita do Google.
IA entra diretamente na disputa sobre desinformação
O caso acrescenta um novo problema às eleições digitais: sistemas generativos podem produzir respostas com aparência de informação objetiva mesmo quando cometem erros.
A discussão jurídica deverá considerar não apenas o conteúdo, mas também como ele foi produzido, exibido e corrigido.
Fontes: Tribunal Superior Eleitoral e informações públicas do processo.





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