Suspeito de homicídio em Fervedouro é preso após operação conjunta das polícias Civil e Militar
Homem de 42 anos teve prisão preventiva decretada; segundo investigado continua sendo procurado.
Um homem de 42 anos, investigado pelo homicídio de Carlos Alberto Maurício dos Santos Anjos, de 32 anos, ocorrido no distrito de Bom Jesus do Madeira, em Fervedouro, foi preso nesta quinta-feira, 5 de novembro de 2026, durante uma operação conjunta das polícias Civil e Militar de Minas Gerais.

A prisão representa um novo desdobramento da investigação sobre o crime ocorrido no domingo, 1º de novembro, quando Carlos Alberto foi atingido por disparos de arma de fogo em um estabelecimento comercial. Ele chegou a ser socorrido e encaminhado ao Hospital Santa Bárbara, mas não resistiu aos ferimentos.
Segundo a Polícia Militar, a operação desta quinta-feira envolveu o cumprimento de dois mandados judiciais de busca e apreensão nas comunidades rurais do Córrego Água Limpa e da Fazenda da Grama, no município de Fervedouro.
Investigado compareceu à delegacia durante a operação
Na Fazenda da Grama, policiais realizaram buscas em um imóvel vinculado ao principal investigado pelo homicídio.
Enquanto as diligências eram realizadas, o homem de 42 anos compareceu à Delegacia de Polícia Civil de Fervedouro, onde foi preso em cumprimento a um mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça.
O comunicado não esclarece as circunstâncias que levaram o investigado a comparecer à unidade policial nem apresenta detalhes sobre os fundamentos utilizados pela Justiça para determinar sua prisão.
A prisão preventiva é uma medida cautelar judicial e não representa condenação. Sua decretação depende dos requisitos legais e da avaliação dos elementos apresentados no procedimento criminal.
Segundo investigado ainda não foi localizado
Simultaneamente, equipes policiais cumpriram outro mandado de busca e apreensão em uma residência localizada no Córrego Água Limpa, também na zona rural de Fervedouro.
O imóvel está relacionado a um segundo investigado, que não foi encontrado durante as diligências.
Segundo as forças de segurança, as buscas continuam para localizá-lo e dar prosseguimento à apuração.
Não foi informado se existe mandado de prisão expedido contra esse segundo investigado.
O que já se sabe sobre o homicídio
O crime que motivou a operação aconteceu no distrito de Bom Jesus do Madeira, na zona rural de Fervedouro.
Conforme as informações divulgadas anteriormente pela Polícia Militar, Carlos Alberto Maurício dos Santos Anjos, de 32 anos, foi atingido por vários disparos enquanto estava em um estabelecimento comercial.
Antes de morrer, a vítima conseguiu fornecer informações que auxiliaram os policiais na identificação de um suspeito.
As diligências iniciais também levaram à identificação de um segundo investigado e à localização de uma garrucha de dois canos, calibre .22, munições de diferentes calibres, cartuchos deflagrados, pólvora e outros materiais relacionados a armamentos.
Até o momento, não foi informado se o armamento localizado nas primeiras buscas possui relação pericial comprovada com o homicídio.
Também não foram divulgados detalhes conclusivos sobre a motivação do crime e a participação individual dos investigados.
Operação reuniu policiais de Fervedouro e Carangola
A ação contou com a participação de policiais militares do 2º Pelotão de Fervedouro, vinculado à 75ª Companhia do 47º Batalhão da Polícia Militar, além de policiais civis de Fervedouro e Carangola.
Resultado da operação de 5 de novembro
- Um homem de 42 anos preso por mandado de prisão preventiva;
- dois mandados judiciais de busca e apreensão cumpridos;
- buscas realizadas na Fazenda da Grama e no Córrego Água Limpa;
- um segundo investigado ainda não localizado.
O que ainda precisa ser esclarecido
Com a prisão do principal investigado, a apuração avança para uma nova etapa, mas permanecem questões relevantes sobre as circunstâncias do homicídio.
Entre os pontos ainda não esclarecidos publicamente estão a motivação do ataque, a dinâmica dos disparos, a eventual participação do segundo investigado e os resultados das análises periciais dos materiais anteriormente apreendidos.
A Polícia Civil é responsável pela continuidade da investigação, enquanto caberá ao Poder Judiciário analisar os procedimentos e medidas submetidos à sua apreciação.
A população pode fornecer informações pelo Disque-Denúncia Unificado 181, de forma anônima. Em situações que exijam atendimento policial imediato, o telefone é 190.
O Jornal Carangola acompanha o caso desde o registro do homicídio. A prisão desta quinta-feira constitui um desdobramento da investigação, que ainda precisa esclarecer completamente as circunstâncias e as responsabilidades pelo crime.





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