Dívida pública do Brasil pode chegar a R$ 8,8 trilhões em 2025
Tesouro Nacional projeta aumento em relação ao recorde de 2024; quase metade dos títulos está atrelada à Selic
Dívida pública do Brasil pode chegar a R$ 8,8 trilhões em 2025
Tesouro Nacional projeta aumento em relação ao recorde de 2024; quase metade dos títulos está atrelada à Selic
A Dívida Pública Federal (DPF) deverá encerrar 2025 entre R$ 8,1 trilhões e R$ 8,8 trilhões, segundo projeções do Tesouro Nacional. Em 2024, o estoque da dívida já havia ultrapassado R$ 7,3 trilhões, atingindo nível recorde.
O Plano Anual de Financiamento (PAF) divulgado pelo Tesouro estabelece metas para o endividamento e prevê ajustes na composição dos títulos. A estratégia inclui reduzir a fatia de papéis prefixados e ampliar a participação dos títulos corrigidos pela taxa Selic, que hoje indexa quase metade da dívida.
Segundo especialistas, essa característica torna o Brasil mais vulnerável às oscilações da política monetária, já que a Selic elevada aumenta significativamente o custo do endividamento. Nos 12 meses encerrados em outubro de 2025, os gastos com juros somaram R$ 987,2 bilhões, o equivalente a 7,88% do PIB, segundo dados do FMI.
O Tesouro também reforçou o colchão de liquidez, garantindo recursos suficientes para cobrir cerca de oito meses de vencimentos da dívida, como forma de atravessar períodos de maior incerteza em 2026.
Fonte: Tesouro Nacional / Agência Brasil / CNN Brasil / FMI
Dívida trilionária e o peso sobre o cidadão
O Brasil chega ao fim de 2025 com uma dívida pública que pode ultrapassar R$ 8,8 trilhões. O número impressiona, mas o que mais revolta é saber quem paga essa conta: o cidadão comum, sufocado por uma carga tributária que consome boa parte de sua renda, enquanto escândalos de corrupção e desperdício de recursos se multiplicam.
Não é apenas uma questão técnica de juros e prazos. É uma questão moral e política. O Estado exige sacrifício da população, mas não corta privilégios, não combate com firmeza a corrupção e não enfrenta os gastos improdutivos. A cada novo escândalo, a confiança se esvai e a sensação de injustiça aumenta.
O Jornal Carangola defende que enfrentar a dívida exige mais do que renegociação com o Tesouro. É preciso coragem para rever privilégios, reduzir desperdícios e punir corruptos com rigor. Sem isso, a dívida continuará crescendo e o cidadão continuará pagando por um sistema que não lhe devolve em serviços públicos de qualidade o que arrecada em impostos.
O Brasil não precisa apenas de equilíbrio fiscal. Precisa de justiça social e de uma administração pública que respeite quem sustenta o país: o contribuinte.





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