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Carangola,07/04/2026

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Tesouro Nacional vai cobrir dívida se Correios não pagar, diz especialista

Caso a estatal não pague, Tesouro Nacional cobre a dívida. Operação tem prazo de 15 anos e 3 anos de carência.

Fonte: Agência Brasil / Jornal Carangola
Tesouro Nacional vai cobrir dívida se Correios não pagar, diz especialista

Tesouro Nacional pode cobrir dívida dos Correios em caso de inadimplência



Especialistas alertam que operação de crédito de R$ 12 bilhões tem garantia da União



O empréstimo de R$ 12 bilhões concedido aos Correios para reestruturação econômico-financeira tem como garantia a União. Isso significa que, em caso de inadimplência da estatal, o Tesouro Nacional será responsável por cobrir a dívida.



Segundo especialistas, a operação aprovada pelo Tesouro no dia 18 de dezembro e publicada em extrato no Diário Oficial da União no sábado (27) envolve bancos como Itaú Unibanco, Bradesco, Santander, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal.



O empréstimo tem prazo de 15 anos, com 3 anos de carência e juros equivalentes a 115% do CDI. Os recursos serão usados para capital de giro, investimentos estratégicos e despesas vinculadas ao plano de reestruturação da estatal.



Especialistas destacam que, embora a medida dê fôlego imediato aos Correios, ela transfere o risco para o contribuinte, já que o Tesouro terá de arcar com a dívida caso a empresa não consiga honrar os pagamentos.



Dívida dos Correios, risco para o povo


O empréstimo bilionário concedido aos Correios escancara a lógica perversa da gestão pública brasileira: quando a estatal não consegue se sustentar, o Tesouro Nacional entra em cena para cobrir o rombo. Em outras palavras, quem paga a conta é o contribuinte.



Não se trata apenas de um socorro financeiro, mas de um mecanismo que perpetua a irresponsabilidade e a ineficiência. A garantia da União transforma cada operação em um risco coletivo, onde os prejuízos privados se tornam dívidas públicas.



O Brasil vive uma crise fiscal profunda, e ainda assim bilhões são destinados a estatais que acumulam escândalos e má gestão. O discurso oficial fala em “reestruturação”, mas a realidade é que o trabalhador será chamado a financiar mais uma vez a incompetência.



O Jornal Carangola denuncia: não é aceitável que a União continue a servir de fiadora de empresas que não conseguem se modernizar. Sem transparência, metas claras e punição para gestores irresponsáveis, cada novo empréstimo será apenas mais um capítulo da velha história — o povo paga, os erros se repetem e a corrupção encontra terreno fértil.




Fonte: Agência Brasil / Jornal Carangola










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