Tesouro Nacional vai cobrir dívida se Correios não pagar, diz especialista
Caso a estatal não pague, Tesouro Nacional cobre a dívida. Operação tem prazo de 15 anos e 3 anos de carência.
Tesouro Nacional pode cobrir dívida dos Correios em caso de inadimplência
Especialistas alertam que operação de crédito de R$ 12 bilhões tem garantia da União
O empréstimo de R$ 12 bilhões concedido aos Correios para reestruturação econômico-financeira tem como garantia a União. Isso significa que, em caso de inadimplência da estatal, o Tesouro Nacional será responsável por cobrir a dívida.
Segundo especialistas, a operação aprovada pelo Tesouro no dia 18 de dezembro e publicada em extrato no Diário Oficial da União no sábado (27) envolve bancos como Itaú Unibanco, Bradesco, Santander, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal.
O empréstimo tem prazo de 15 anos, com 3 anos de carência e juros equivalentes a 115% do CDI. Os recursos serão usados para capital de giro, investimentos estratégicos e despesas vinculadas ao plano de reestruturação da estatal.
Especialistas destacam que, embora a medida dê fôlego imediato aos Correios, ela transfere o risco para o contribuinte, já que o Tesouro terá de arcar com a dívida caso a empresa não consiga honrar os pagamentos.
Dívida dos Correios, risco para o povo
O empréstimo bilionário concedido aos Correios escancara a lógica perversa da gestão pública brasileira: quando a estatal não consegue se sustentar, o Tesouro Nacional entra em cena para cobrir o rombo. Em outras palavras, quem paga a conta é o contribuinte.
Não se trata apenas de um socorro financeiro, mas de um mecanismo que perpetua a irresponsabilidade e a ineficiência. A garantia da União transforma cada operação em um risco coletivo, onde os prejuízos privados se tornam dívidas públicas.
O Brasil vive uma crise fiscal profunda, e ainda assim bilhões são destinados a estatais que acumulam escândalos e má gestão. O discurso oficial fala em “reestruturação”, mas a realidade é que o trabalhador será chamado a financiar mais uma vez a incompetência.
O Jornal Carangola denuncia: não é aceitável que a União continue a servir de fiadora de empresas que não conseguem se modernizar. Sem transparência, metas claras e punição para gestores irresponsáveis, cada novo empréstimo será apenas mais um capítulo da velha história — o povo paga, os erros se repetem e a corrupção encontra terreno fértil.
Fonte: Agência Brasil / Jornal Carangola





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