Homem é suspeito de incendiar garagem da ex-namorada em Bom Jardim de Minas
Vítima relata histórico de ameaças e solicitou medidas protetivas após incêndio que destruiu veículo
Homem é suspeito de incendiar garagem da ex-namorada em Bom Jardim de Minas
Vítima relata histórico de ameaças e solicitou medidas protetivas após incêndio que destruiu veículo
Um homem é suspeito de invadir a garagem da ex-namorada e atear fogo no local na sexta-feira (13), em Bom Jardim de Minas, na Zona da Mata mineira. Segundo a Polícia Militar, dois veículos estavam estacionados na garagem no momento do incêndio.
A mulher conseguiu retirar o próprio carro a tempo, mas o automóvel de uma amiga foi completamente destruído pelas chamas. O fogo foi controlado por funcionários da Prefeitura com o auxílio de um caminhão-pipa.
Horas antes do incêndio, por volta da meia-noite, a vítima já havia acionado a PM após ouvir barulhos no quintal e ver um homem pulando o muro da residência. Durante a madrugada, ela relatou que recebeu diversas ligações e mensagens do ex-companheiro, que teriam sido apagadas logo em seguida.
Em depoimento, a mulher afirmou que vem sofrendo ameaças constantes e que teme por sua vida e pela integridade dos três filhos, que inalaram fumaça durante o incêndio. Ela solicitou medidas protetivas de urgência.
O suspeito se apresentou à Delegacia de Polícia Civil e negou o crime. Ele foi detido, mas o flagrante não foi ratificado pela autoridade policial, sendo liberado para responder em liberdade.
A Polícia Civil informou que o caso segue sob investigação para apurar a autoria e as circunstâncias do incêndio.
Fontes: Polícia Militar de Minas Gerais; Polícia Civil; Jornal Carangola
Violência que começa na ameaça e termina em chamas
Casos como o registrado em Bom Jardim de Minas revelam um padrão conhecido e alarmante: a escalada da violência. Ela começa com mensagens insistentes, ameaças veladas, invasões silenciosas, e pode terminar em fogo, destruição e risco de morte.
Quando uma mulher afirma que teme pela própria vida e pela segurança dos filhos, o alerta precisa ser imediato. Medidas protetivas não podem ser tratadas como formalidade burocrática, mas como instrumento real de prevenção.
A violência contra a mulher não é episódio isolado. É fenômeno estrutural que exige resposta rápida, investigação rigorosa e atuação coordenada da rede de proteção. Ignorar sinais prévios é permitir que a próxima manchete seja ainda mais grave.
Jornal Carangola
Violência doméstica e medidas protetivas
A Lei nº 11.340/2006, conhecida como Lei Maria da Penha, prevê medidas protetivas de urgência para proteger mulheres em situação de violência doméstica e familiar.
Entre as medidas possíveis estão o afastamento do agressor do lar, a proibição de contato com a vítima e a restrição de aproximação.
O descumprimento de medida protetiva configura crime, com pena de detenção prevista na legislação.
Órgãos de segurança recomendam que ameaças, perseguições e invasões sejam imediatamente comunicadas às autoridades para evitar a escalada da violência.





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