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Carangola,14/02/2026

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Ex-prefeito de Chácara é considerado foragido em operação contra organização criminosa

Ministério Público aponta liderança em esquema envolvendo jogos de azar, prostituição e lavagem de dinheiro na região de Juiz de Fora

Fontes: Ministério Público de Minas Gerais; Polícia Militar de Minas Gerais; OAB Juiz de Fora; Jo
Ex-prefeito de Chácara é considerado foragido em operação contra organização criminosa

Ex-prefeito de Chácara é considerado foragido em operação contra organização criminosa



Ministério Público aponta liderança em esquema envolvendo jogos de azar, prostituição e lavagem de dinheiro na região de Juiz de Fora



O ex-prefeito de Chácara, Emerson Damião Duque, é considerado foragido da Justiça após ser alvo de mandado de prisão na operação “Prenda-me se for capaz”, deflagrada pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG). Até a tarde da última sexta-feira (13), ele não havia sido localizado pelas autoridades.



Segundo o MPMG, o ex-prefeito é apontado como líder de uma organização criminosa descrita como “altamente organizada”, com atuação contínua e sofisticada na exploração de jogos de azar, prostituição e lavagem de dinheiro em Juiz de Fora e região.



A investigação também envolve o advogado Eider Cunha Tavares, preso na segunda-feira (9), e o policial militar Carlos Leonardo Zamblute Martins, que já se encontra detido e condenado em outro processo relacionado a crimes como usura, extorsão e lavagem de dinheiro.



De acordo com o Ministério Público, o grupo utilizava mecanismos de obstrução de Justiça para dificultar investigações. O policial investigado teria repassado informações sigilosas ao ex-prefeito sobre operações em andamento. Já o advogado é apontado como colaborador estratégico, orientando medidas para frustrar a produção de provas e, segundo a denúncia, participando de articulações para denúncias falsas.



A denúncia afirma que Emerson Duque teria assumido a liderança da organização em dezembro de 2020. Ele também foi condenado em primeira instância, em 2016, por abuso de poder econômico e captação ilícita de votos nas eleições municipais.



Outros investigados incluem Washington Elias Silva, apontado como braço operacional do grupo, e Lucas Pereira Tavares, suspeito de vazamento de informações relacionadas à Operação “Lansky”, deflagrada em 2023. Este último responderá em liberdade.



A Polícia Militar informou que o policial investigado permanece preso e responde a processo administrativo demissionário. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), subseção Juiz de Fora, declarou que não se manifesta sobre investigações em curso. Até a publicação desta matéria, as defesas dos citados não haviam se pronunciado.



Fontes: Ministério Público de Minas Gerais; Polícia Militar de Minas Gerais; OAB Juiz de Fora; Jornal Carangola



Quando o poder público se mistura ao submundo



As acusações envolvendo um ex-prefeito e agentes públicos em um suposto esquema criminoso revelam algo ainda mais grave que o próprio crime: a corrosão institucional. Quando autoridades que deveriam zelar pela ordem pública são citadas em denúncias de organização criminosa, o dano vai além do jurídico — atinge a confiança coletiva.


Exploração de jogos ilegais, prostituição e lavagem de dinheiro não prosperam sem proteção, informação privilegiada e estrutura. Se confirmadas as acusações, o caso expõe como o crime organizado busca infiltrar-se onde deveria encontrar resistência.


É papel do Ministério Público investigar com rigor e da Justiça julgar com imparcialidade. Mas é também dever da sociedade cobrar transparência e responsabilidade. Democracia não combina com conivência, e poder não pode ser escudo para ilegalidade.







Jornal Carangola



Organização criminosa e lavagem de dinheiro



A Lei nº 12.850/2013 define organização criminosa como associação de quatro ou mais pessoas estruturada para obtenção de vantagem mediante prática de crimes.



O crime de lavagem de dinheiro é tipificado na Lei nº 9.613/1998, com penas que podem chegar a dez anos de reclusão, além de multa. A obstrução de Justiça pode configurar crime quando há tentativa de impedir ou dificultar investigação criminal.



Operações conduzidas pelo Ministério Público e pelo Gaeco visam desarticular estruturas organizadas e preservar a integridade das instituições públicas.






Ex-prefeito de Chácara é alvo de operação e considerado foragido






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