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Carangola,25/03/2026

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Argentinos vão às ruas no dia que marca os 50 anos do golpe militar

cnnbrasil.com.br
Argentinos vão às ruas no dia que marca os 50 anos do golpe militar

Milhares de manifestantes se reuniram na capital argentina de Buenos Aires nesta terça-feira (24) para marcar os 50 do golpe militar do país, um dia que se tornou feriado nacional em homenagem às cerca de 30 mil pessoas que desapareceram durante a chamada “Guerra Suja” da ditadura.


Imagens de drones mostraram manifestantes marchando em direção à icônica Plaza de Mayo, muitos carregando fotos de entes queridos que desapareceram durante os sete anos de regime militar que começaram com o golpe de 24 de março de 1976.


As pessoas carregavam cartazes com os dizeres “Nunca Mais” e “São 30 mil”, enfatizando o lema de lembrança para as vítimas da ditadura.




Monica Pirani, uma professora aposentada que usava o véu branco associado ao grupo de protesto Mães da Plaza de Mayo, refletiu sobre os primeiros dias da ditadura.


“Quando o golpe aconteceu, eu era muito jovem, tinha 16 anos e não tinha muita noção, mas havia sinais”, disse Pirani.


“Aos poucos, fomos tomando consciência do que estava acontecendo e, de fato, uma nação com memória está destinada a se reerguer”, acrescentou.


O morador aposentado José Luis Palazo também compartilhou sua perda pessoal, trazendo um lenço na cabeça em homenagem ao seu amigo Rômulo, que desapareceu em 1977.


















“Aqueles de nós que viveram aquela época se lembram dela pela perda de amigos, colegas de trabalho, colegas de universidade”, disse Palazo.


“Ele merece estar aqui, e nós estamos aqui por causa das lutas de pessoas como ele”, afirmou.


O retorno da Argentina à democracia em 1983 marcou o fim da ditadura, mas os impactos econômicos e sociais persistem. O professor aposentado Nestor Di Milia observou paralelos entre aquela época e os desafios modernos.


“Na época do golpe, também houve uma desindustrialização da economia argentina […] Como todos os anos, continuaremos lutando para que haja memória, verdade e justiça”, disse ele.


Manifestações de solidariedade e lembrança, incluindo faixas com os dizeres “Julgamento e Punição” e homenagens das gerações mais jovens, ressaltaram a importância duradoura da data na memória coletiva da Argentina.




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