Base governista apoia prisão domiciliar de Bolsonaro, mas cobra cumprimento da lei

Deputados petistas ouvidos pela Jovem Pan apoiaram a decisão do ministro Alexandre de Moraes de conceder prisão domiciliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro, nesta terça-feira (24). A posição, no entanto, vem acompanhada de ressalvas.
O deputado Zé Neto (PT-BA) classificou a medida como “decisão técnica” e defendeu o devido processo legal. “A gente sempre defendeu o devido processo legal. Se há essa necessidade, não se trata de ser ou não presidente — trata-se do cumprimento da lei”, disse o deputado à Jovem Pan. Para ele, há três dimensões a considerar: “o lado técnico, humano e a formulação processual.” E foi direto sobre o que espera: “O que defendemos é que ele cumpra dentro das regras legais e respeitando sua condição de saúde.” Sobre o retorno ao regime anterior, Zé Neto foi categórico: “A ida dele para casa, se houver melhora, implica no retorno à prisão.”
Rogério Correia (PT-MG) foi na mesma linha: disse ser favorável à domiciliar diante do estado de saúde e concordou com a reavaliação prevista para daqui a três meses.
Na segunda-feira, o ex-ministro José Dirceu defendeu a medida no Direto ao Ponto da Jovem Pan, invocando o processo legal — e lembrando que Lula, segundo os petistas, não teve o mesmo tratamento quando foi preso na Lava Jato.
Nos bastidores do governo, aliados admitem preocupação com o cenário. Uma eventual complicação grave na saúde de Bolsonaro — ou pior — teria impacto político imediato, com reflexos diretos nas chances eleitorais de Flávio Bolsonaro.






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