Marina Silva diz que decisão dos EUA sobre facções afeta “amigos” de Flávio
A ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, comentou nesta sexta-feira (29) a decisão do governo dos Estados Unidos que classificou as organizações criminosas Comando Vermelho e PCC (Primeiro Comando da Capital) como organizações terroristas.
Sem mencionar diretamente o nome do pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que afirmou ter atuado junto a Washington para a decisão desta quinta-feira (28), Marina afirmou que “essa medida vai afetar principalmente os amigos da pessoa que foi lá para pedir isso” no pleito deste ano.
“Eu acho que vai impactar primeiro os amigos dos que foram fazer esse tipo de proposta, aqueles que estão envolvidos com o crime organizado e que é de conhecimento de vocês todos da mídia. Esses serão os mais impactados, com certeza”, declarou ela durante evento do PT em São Paulo.
Flávio viajou aos Estados Unidos no início desta semana e teve encontros com o presidente americano Donald Trump, na terça-feira (26), e também com o secretário de Estado, Marco Rubio, na quarta (27). Na noite da quinta, Rubio divulgou a decisão sobre as facções e Flávio comemorou em suas redes sociais.
Na sequência, Marina defendeu as ações do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no combate ao crime organizado e à soberania do país na defesa. Marina ainda criticou ações que promovam “qualquer tipo de aventureirismo intervencionista”, afirmando que qualquer atitude do tipo no país “não é tolerável”.
“Para cuidar dos problemas de segurança do Brasil, quem cuida é o Brasil, por isso que hoje o debate sobre segurança está nacionalizado, por isso que o presidente Lula se dispõe a trabalhar com todos os governadores. Agora, criar ganchos — que é uma linguagem da diplomacia — para possibilitar qualquer tipo de aventureirismo intervencionista no nosso país, isso não é tolerável”, finalizou.





COMENTÁRIOS