PF indicia ex-superintendente da própria corporação em investigação sobre mineração em Minas
Rodrigo de Melo Teixeira e outras nove pessoas foram indiciados em desdobramento da Operação Rejeito; investigação aponta suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e influência sobre negócios minerários.
A Polícia Federal indiciou dez pessoas em um novo desdobramento da Operação Rejeito, investigação que apura suspeitas de corrupção e irregularidades em negócios de mineração em Minas Gerais.
Entre os indiciados está o delegado federal Rodrigo de Melo Teixeira, ex-superintendente da Polícia Federal em Minas e ex-diretor de Polícia Administrativa da corporação em Brasília.
Segundo o relatório da investigação, o grupo teria recorrido a pagamento de propinas, empresas de fachada, lavagem de dinheiro e influência de agentes públicos para obter autorizações ambientais e minerárias e proteger interesses privados no setor.
PF aponta atuação oculta em negócios
De acordo com a investigação, Teixeira seria gestor oculto de parte dos interesses empresariais analisados. A PF sustenta que ele teria usado prestígio e influência acumulados nos cargos que ocupou para favorecer negócios minerários.
Os investigadores também apontam suspeitas de utilização de empresas e pessoas interpostas para ocultar participações e movimentações financeiras.
Operação Rejeito amplia alcance
O novo indiciamento amplia uma investigação que já havia alcançado empresários, agentes públicos e dirigentes ligados ao setor de mineração em Minas.
Os indiciamentos envolvem, conforme cada investigado, suspeitas de crimes como organização criminosa, corrupção, lavagem de capitais e outras condutas apuradas pela Polícia Federal.
Indiciamento não significa condenação. A conclusão policial será submetida às etapas posteriores de análise do Ministério Público e do Judiciário.
Negócios minerários e risco ambiental
O caso também chama atenção por envolver autorizações ambientais, direitos minerários de alto valor e áreas consideradas sensíveis do ponto de vista ambiental.
O UOL informou que procurou Rodrigo de Melo Teixeira e mantinha espaço aberto para manifestação.
Fontes: UOL e O TEMPO.





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