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Carangola,27/08/2026

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Fraude em concurso da Câmara de Minduri teria vendido aprovação por até R$ 15 mil, diz MPMG

Operação A Porta é Larga cumpriu prisões e buscas; Câmara anulou o concurso e abriu restituição das taxas de inscrição após investigação.

Fontes: Ministério Público de Minas Gerais; Câmara Municipal de Minduri.
Fraude em concurso da Câmara de Minduri teria vendido aprovação por até R$ 15 mil, diz MPMG

Uma investigação do Ministério Público de Minas Gerais aponta um suposto esquema de venda de aprovação em concurso público promovido pela Câmara Municipal de Minduri, no Sul de Minas. A Operação A Porta é Larga cumpriu dois mandados de prisão preventiva e quatro de busca e apreensão.



Segundo o MPMG, uma proposta de R$ 15 mil teria sido apresentada para garantir aprovação no certame. A hipótese investigada é que a manipulação ocorreria depois da realização das provas, com alteração de pontuações para colocar o candidato beneficiado dentro do número de vagas.



A investigação começa antes da correção das provas



O caso não se limita à suspeita de mudança de notas. O Ministério Público afirma que o servidor apontado como intermediário também participou do procedimento licitatório que levou à contratação da banca organizadora. A empresa escolhida teria apresentado orçamento muito inferior à média das demais consultadas.



Essa informação cria duas perguntas diferentes. A primeira é se houve manipulação do resultado. A segunda é se o processo de escolha da empresa responsável pelo concurso criou condições para que a fraude pudesse ocorrer.



Áudios passaram a integrar a apuração



Depois da operação, o MPMG informou que áudios obtidos durante a investigação revelavam conversas entre envolvidos e reforçavam a suspeita de comercialização de vagas. Esses elementos ainda precisam ser confrontados com depoimentos, documentos e demais provas.



A Câmara informou que comunicou os primeiros indícios ao Ministério Público, colaborou com a investigação, anulou o concurso, afirmou não ter realizado pagamento à empresa organizadora e abriu procedimento para restituição integral das taxas de inscrição.



O alcance precisa ser delimitado com rigor



Segundo o MPMG, a empresa responsável pelo certame atuou também em concursos e processos de outros municípios mineiros, incluindo Miradouro. Isso não permite afirmar que concursos realizados em outras cidades tenham sido fraudados. O dado apenas amplia o interesse investigativo sobre a atuação da empresa.



O ponto decisivo será saber se o método suspeito ficou restrito a Minduri ou se existem elementos concretos para abrir novas apurações. Até lá, qualquer associação automática com outros municípios seria precipitada.



Fontes: Ministério Público de Minas Gerais; Câmara Municipal de Minduri.




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