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Carangola,03/09/2026

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Ataques atingem dois superpetroleiros com 4 milhões de barris em Hormuz; dois tripulantes morrem

Navios que transportavam petróleo saudita foram atingidos com poucos minutos de diferença; autoria não estava oficialmente confirmada

Reuters; UKMTO; Associated Press
Ataques atingem dois superpetroleiros com 4 milhões de barris em Hormuz; dois tripulantes morrem

Dois superpetroleiros que transportavam, juntos, cerca de 4 milhões de barris de petróleo saudita foram atingidos por projéteis com poucos minutos de diferença enquanto deixavam o Golfo Pérsico pelo Estreito de Hormuz. Uma atualização divulgada nesta quarta-feira, 2 de setembro, confirmou a morte de dois tripulantes filipinos no navio Sidr.


Cada embarcação havia carregado aproximadamente 2 milhões de barris no terminal saudita de Juaymah, de acordo com dados de rastreamento citados pela Reuters. Os navios foram identificados por analistas marítimos como Sidr, de bandeira saudita, e Senegal Prosperity, ligado a uma companhia sul-coreana.


Sidr foi atingido por três projéteis


A agência britânica United Kingdom Maritime Trade Operations recebeu o relato de que um petroleiro foi atingido por três projéteis desconhecidos quando navegava para fora do estreito, a nordeste de Khasab, em Omã. A empresa saudita Bahri confirmou posteriormente que dois marítimos filipinos morreram no incidente envolvendo o Sidr.


As primeiras informações indicavam que as tripulações estavam seguras. A confirmação posterior das mortes alterou o balanço humano do ataque. Não havia, nas atualizações consultadas, confirmação de naufrágio ou de perda total das cargas.


A autoria dos ataques aos dois navios não estava oficialmente estabelecida. Relatos conflitantes circulavam na região, e qualquer atribuição depende de confirmação das autoridades marítimas e das investigações.


Corredor concentra parcela estratégica do petróleo mundial


O Estreito de Hormuz liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e é uma das rotas energéticas mais sensíveis do mundo. Incidentes simultâneos elevam o risco para tripulações e podem pressionar custos de transporte, seguros marítimos e decisões de fornecedores.


Os preços internacionais do petróleo avançaram nesta quarta-feira em meio à troca de ataques entre Estados Unidos e Irã e ao receio de interrupções no fornecimento. O movimento ocorre num cenário mais amplo de conflito e não pode ser atribuído exclusivamente aos dois petroleiros.


Também não é possível afirmar que o episódio produzirá automaticamente aumento dos combustíveis no Brasil. Preços internos dependem de câmbio, política comercial das refinarias, impostos, distribuição e comportamento das cotações ao longo do tempo.


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