Minas perdeu uma vida nas estradas a cada seis horas no primeiro semestre
Rodovias mineiras registraram cerca de 14 mil acidentes e 7.820 feridos; MG-050 liderou ocorrências entre estaduais e BR-381 concentrou maior número entre federais.
As rodovias de Minas Gerais registraram 746 mortes no primeiro semestre de 2026. O número corresponde a uma média próxima de uma vida perdida a cada seis horas nas estradas do estado entre janeiro e junho.
No mesmo período, foram contabilizados cerca de 14 mil acidentes e 7.820 pessoas feridas. Os dados reúnem registros de rodovias federais e estaduais e ajudam a dimensionar um problema que permanece espalhado por diferentes regiões de Minas.
Entre as rodovias estaduais, a MG-050 apresentou o maior número de acidentes, com 847 ocorrências no semestre. O total representa aumento de pouco mais de 10% em relação ao mesmo período de 2025. Apesar da alta nos sinistros, as mortes nessa via caíram para 22.
BR-381 lidera entre as federais
Nas rodovias federais, a BR-381 concentrou 1.347 acidentes e 87 mortes, ficando à frente de outras vias importantes do estado. A BR-040 apareceu em seguida entre as mais atingidas, com 850 acidentes e 73 óbitos.
Os números mostram que uma rodovia pode liderar em quantidade de acidentes sem necessariamente ser a mais letal. Fluxo de veículos, tipo de colisão, velocidade e características dos trechos influenciam a gravidade das ocorrências.
Entre as estaduais, a MGC-135 teve 34 mortes no semestre, embora não tenha registrado o maior número total de acidentes. Isso reforça a necessidade de analisar não apenas quantos sinistros ocorrem, mas quais vias concentram colisões de maior gravidade.
Falta de atenção, distância inadequada entre veículos, velocidade e atropelamentos aparecem entre fatores associados às ocorrências mais graves. O quadro se torna especialmente relevante em feriados, quando o fluxo aumenta e viagens longas ampliam o risco de fadiga.
Os 746 mortos representam pessoas que não chegaram ao destino em um intervalo de apenas seis meses. A dimensão humana é maior que qualquer ranking: famílias, trabalho, deslocamentos cotidianos e viagens interrompidas em rodovias que fazem parte da rotina mineira.
O balanço também permite cobrar políticas mais precisas. Fiscalização, engenharia de tráfego, manutenção, duplicações, atendimento de emergência e educação de motoristas precisam ser direcionados aos trechos e comportamentos que concentram maior risco.
Fontes: Polícia Rodoviária Federal; Sejusp-MG; Diário do Comércio; Estado de Minas.





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