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Carangola,07/04/2026

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Idosa é deixada em hospital pela família após alta e polícia apura abandono de incapaz

Investigação aponta possível abandono de idosa de 72 anos em hospital de BH. Sobrinhos são investigados por deixar paciente internada por quase um mês sem cuidados pós-alta

Fonte: Polícia Civil de Minas Gerais, Unimed-BH, Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, P
Idosa é deixada em hospital pela família após alta e polícia apura abandono de incapaz



Investigação aponta possível abandono de idosa de 72 anos em hospital de BH



Familiares são suspeitos de deixarem paciente internada por quase um mês após alta médica


Uma investigação da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) apura o abandono de uma idosa de 72 anos, que permaneceu cerca de 26 dias internada no Hospital Unimed Contorno, em Belo Horizonte, mesmo após receber alta médica.



De acordo com a denúncia, a idosa foi deixada no hospital por seus sobrinhos — um homem e uma mulher, ambos de 44 anos — que teriam se recusado a buscá-la após a alta. Nenhum dos dois foi preso até o momento.



Como tudo aconteceu?



  • No dia 15 de maio de 2025, a Ouvidoria do Ministério de Direitos Humanos recebeu denúncia via Disque 100.

  • A denúncia foi encaminhada à Superintendência de Investigação e Polícia Judiciária de MG e à Promotoria do Idoso.

  • Em 29 de maio, a Unimed Contorno confirmou a alta médica e repassou parecer psiquiátrico conforme orientação da Promotoria.

  • A equipe médica procurou os familiares, que responderam que não poderiam buscá-la por “exigir muitos cuidados” e rejeitaram prover itens essenciais.



Investigação apura falhas graves



A assistente social do hospital conta que a idosa deu entrada sozinha, lúcida e com dores no peito, permaneceu consciente durante toda internação, mas sem qualquer visita familiar. A justificativa dos sobrinhos inclui questões pessoais — cuidados de uma filha com deficiência e alegação de “agressividade” da tia — mesmo sem base clínica.



Mesmo com esse desamparo, o hospital garantiu atendimento médico e apoio psicológico. O caso foi comunicado à Promotoria do Idoso, que exigiu a “recondução imediata ao convívio familiar, sob pena de responsabilidade civil e criminal”. Sem resposta concreta, a Unimed acionou o MP e continua prestando suporte à paciente.



Críticas e omissões evidentes



Este caso revela falhas graves em diversos níveis:



  1. Descomprometimento familiar: recusas repetidas em buscá-la mesmo após cuidados da instituição;

  2. Carência de apoio social: nenhum suporte domiciliar foi providenciado;

  3. Planejamento insuficiente: ausência de mecanismos eficazes prévios à alta para garantir a reintegração familiar.



Consequências e responsabilidades



Se comprovado o abandono, os sobrinhos enfrentarão implicações legais severas. O abandono de incapaz pode ser penado conforme o Código Penal Brasileiro. Além disso, há repercussões morais e éticas diante da comunidade e instituições envolvidas.



O sistema de proteção ao idoso — envolvendo Ministério Público, Promotoria e Ouvidorias — foi acionado, mas a responsabilização depende de recursos, fiscalização e efetividade das decisões.



Enquanto a idosa aguarda, a sociedade e as instituições precisam refletir sobre a importância de assegurar dignidade e cuidado às pessoas vulneráveis, impondo ações preventivas sólidas e agindo com rigor diante de negligências.



Fonte: Polícia Civil de Minas Gerais, Unimed-BH, Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, Promotoria do Idoso/MPMG













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