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Carangola,10/04/2026

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‘Não precisamos pensar igual para caminhar juntos’, diz Eduardo Leite em aceno a Caiado

jovempan.com.br
‘Não precisamos pensar igual para caminhar juntos’, diz Eduardo Leite em aceno a Caiado




O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), sinalizou nesta quinta-feira (9) apoio à pré-candidatura do ex-chefe do Executivo de Goiás Ronaldo Caiado (PSD). Em publicação nas redes sociais, o gaúcho pediu desculpas “pela indelicadeza não intencional” de não ter dado parabéns ao goiano por ser escolhido pelo Partido Social Democrático (PSD) para disputar o Planalto.


Continuo discordando da leitura de cenário feita pelo partido, mas isso em nada diminui o nome ou biografia de Caiado”, escreveu Leite.


Na publicação, o governador gaúcho disse que entregou uma carta a Caiado “com temas relevantes” e disse “esperar vê-los debatidos e defendidos na campanha”. “Estou pronto para ajudá-lo no que estiver ao meu alcance para que possamos oferecer uma alternativa viável contra a polarização”, declarou.


Ainda na postagem, o chefe do Executivo gaúcho compartilhou uma imagem com texto intitulado “Carta ao pré-candidato à presidência pelo PSD”. No documento, o governador expressou que ele e Caiado não precisam “pensar igual para caminhar juntos”. Leite ponderou, no entanto, ser necessário ter “clareza” sobre o que os “une”, além dos “valores e compromissos” que “sustentam” a jornada deles.


“[O Brasil] precisa de um projeto que não se defina por oposição a este ou àquele nome, mas que se afirme por uma visão própria de país, que una responsabilidade fiscal com sensibilidade social, firmeza institucional com capacidade de diálogo”, afirmou.


O governador indicou cinco pontos que “qualquer candidatura que pretenda representar esse espaço” deve expressar seu compromisso. São eles:



  • Respeito às instituições e à democracia;

  • Responsabilidade na administração das contas públicas, “com coragem para enfrentar reformas necessárias”;

  • Estado como promotor da igualdade com políticas sociais efetivas;

  • Construção de governabilidade com integridade;

  • Disposição de dialogar com diferentes.


Leite ainda manifestou ser contra a promessa feita por Caiado de anistiar os condenados pelos atos de 8 de Janeiro, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro. Para o gaúcho, a “pacificação nacional” não será alcançada caso o eventual governo de seu colega inicie com a medida. O chefe do Executivo do Rio Grande do Sul acredita que a ação “tende a interromper o diálogo com uma parcela significativa da população”.


Escolha de Caiado


Conforme antecipou a colunista Beatriz Manfredini, da Jovem Pan, o anúncio da pré-candidatura de Caiado foi marcado para 30 de março, depois de o PSD encerrar as articulações internas sobre a escolha de um representante da sigla para a corrida presidencial. O goiano foi indicado pela legenda após a desistência do governador do Paraná, Ratinho Jr., e a perda de força do nome de Eduardo Leite.


Fontes do PSD disseram ao jornalista Bruno Pinheiro, da Jovem Pan, que a decisão de apoiar a candidatura de Caiado surpreendeu a bancada do partido na Câmara dos Deputados. Os parlamentares relataram que não foram ouvidos antes da definição e contavam com o nome de Ratinho Jr., até o recuo do governador do Paraná. Para os congressistas, a candidatura de Eduardo Leite representaria uma verdadeira terceira via.


Ainda à Jovem Pan, a bancada do PSD contou que a escolha por Caiado foi tomada pelo presidente nacional da legenda, Gilberto Kassab, e pelos chamados “mandachuvas” da sigla. Algo avaliado como uma aproximação do partido com o campo bolsonarista e um distanciamento do centro.


Eduardo Leite reagiu com frustração à decisão do PSD e declarou que sua jornada política não termina com uma deliberação partidária. “Essa decisão desencanta a mim e a tantos outros brasileiros pela forma como insistem em fazer política no nosso país”, afirmou o governador do Rio Grande do Sul, em vídeo publicado nas redes sociais.


Na ocasião, Leite disse ter recebido manifestações de apoio de lideranças políticas, economistas e da sociedade civil. O governador gaúcho defendeu o que chamou de uma via centro-liberal-democrática. Ele também afirmou que a decisão de sua legenda “tende a manter o ambiente de polarização radicalizada”.




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