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Carangola,02/07/2026

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Casal investigado por golpe de R$ 1 milhão contra produtores de café é preso em Portugal

Operação Expresso Atlântico foi conduzida pela Polícia Civil de Minas Gerais, por meio da 37ª Delegacia de Divino, com apoio da Polícia Federal e da Polícia de Segurança Pública de Portugal.


Casal investigado por golpe de R$ 1 milhão contra produtores de café é preso em Portugal


Casal investigado por golpe de R$ 1 milhão contra produtores de café é preso em Portugal






A Polícia Civil de Minas Gerais, por meio da 37ª Delegacia de Polícia Civil de Divino, deflagrou a Operação Expresso Atlântico, que resultou na prisão de um casal investigado por aplicar um golpe milionário contra produtores rurais da região de Orizânia, na Zona da Mata mineira.



A ação contou com apoio da Polícia Federal e da Polícia de Segurança Pública de Portugal, no âmbito da cooperação policial internacional.



Os investigados, identificados apenas pelas iniciais R.J.R. e K.R.G., foram localizados e presos em território português após trabalho de inteligência desenvolvido pela Polícia Civil de Minas Gerais.



Investigados foram incluídos na Difusão Vermelha da Interpol



De acordo com as informações repassadas, o trabalho investigativo possibilitou a inclusão do casal na Difusão Vermelha da Interpol, também conhecida como Red Notice, além da execução de medidas cautelares deferidas pelo Poder Judiciário brasileiro.



A cooperação entre autoridades brasileiras e portuguesas foi decisiva para a localização e prisão dos investigados fora do Brasil.



Produtores de café teriam sido lesados na safra de 2024



As investigações apontam que, durante a safra de 2024, o casal teria ludibriado diversos produtores de café da região de Orizânia.



Segundo a apuração, os investigados teriam adquirido grandes quantidades da produção mediante promessa de pagamento futuro. Após comercializar o café, eles teriam retido os valores devidos às vítimas e deixado o Brasil rumo a Portugal.



A quantia estimada levada pelos investigados seria de pelo menos R$ 1 milhão, causando prejuízos econômicos expressivos aos produtores rurais da região.



Investigação foi conduzida pela Delegacia de Divino



A investigação foi presidida pelo delegado de Polícia Thales Borges Muniz e desenvolvida pelos investigadores Rodrigo da Silva Rocha e Jardel Ferreira de Souza, com atuação da escrivã de Polícia Marianne Canova.



As equipes realizaram diligências investigativas, análise documental, levantamento de informações patrimoniais e migratórias, além da produção de elementos probatórios que subsidiaram pedidos de prisão preventiva, inclusão dos investigados na Difusão Vermelha da Interpol e demais medidas cautelares deferidas pela Justiça.



Investigações continuam



A Polícia Civil informou que as investigações prosseguem com o objetivo de identificar e localizar eventual patrimônio mantido pelos investigados no exterior.



A finalidade é possibilitar futura recuperação de ativos e reparação dos prejuízos suportados pelas vítimas.



A Operação Expresso Atlântico reforça a atuação da Polícia Civil de Minas Gerais no enfrentamento a crimes patrimoniais complexos e demonstra a importância da cooperação internacional para responsabilizar investigados que tentam se ocultar fora do território nacional.





Quando o golpe atravessa o Atlântico, a confiança no campo vira prejuízo milionário



A Operação Expresso Atlântico toca em um ponto sensível da economia regional: a confiança entre produtores, compradores e intermediários no mercado do café.



O fato confirmado pelas informações da Polícia Civil é que um casal investigado por causar prejuízo milionário a produtores da região de Orizânia foi preso em Portugal, após trabalho de inteligência, cooperação internacional e inclusão na Difusão Vermelha da Interpol.



A tensão central está entre a tradição comercial do campo e a sofisticação de fraudes patrimoniais. O produtor rural muitas vezes negocia com base em histórico, palavra, relação local e promessa de pagamento. Quando essa confiança é quebrada, o prejuízo não fica apenas na conta bancária. Ele atinge safra, custeio, dívidas, investimento, família e continuidade da atividade.



O café movimenta a Zona da Mata de forma econômica, cultural e social. Por isso, um golpe contra produtores rurais não é apenas um caso policial isolado. É uma agressão direta a uma cadeia produtiva que sustenta municípios inteiros.



A prisão em Portugal também mostra que crimes econômicos já não respeitam fronteira. O dinheiro pode sair da propriedade, passar por negociações comerciais, atravessar países e tentar desaparecer em outro continente.



Nesse cenário, investigação documental, rastreamento patrimonial, cooperação internacional e recuperação de ativos se tornam tão importantes quanto a prisão dos investigados.



A resposta policial precisa ir além da localização dos suspeitos. O ponto decisivo, para as vítimas, é saber se será possível recuperar parte do prejuízo causado.





O que significa Difusão Vermelha da Interpol e por que ela importa no caso



A Difusão Vermelha da Interpol, conhecida internacionalmente como Red Notice, é um mecanismo de cooperação policial usado para comunicar a países membros que uma pessoa é procurada por autoridades de determinado país.



Ela não substitui automaticamente uma decisão judicial local, mas funciona como alerta internacional para localização e possível prisão de investigados ou condenados, conforme as regras jurídicas do país onde a pessoa for encontrada.



No caso da Operação Expresso Atlântico, segundo as informações repassadas, o trabalho da Polícia Civil de Minas Gerais subsidiou pedidos de prisão preventiva, inclusão dos investigados na Difusão Vermelha e demais medidas cautelares deferidas pelo Poder Judiciário brasileiro.



A prisão em território português exigiu cooperação entre instituições brasileiras e portuguesas. Esse tipo de articulação é comum em casos em que investigados deixam o país para tentar evitar responsabilização criminal ou dificultar a localização de bens.



Outro ponto relevante é a recuperação de ativos. Quando há suspeita de prejuízo financeiro, a investigação pode buscar localizar patrimônio, contas, bens, movimentações e valores eventualmente mantidos no exterior.



A eventual reparação das vítimas depende da identificação de bens, de decisões judiciais e da cooperação entre autoridades competentes.



Como o caso ainda está em investigação, os envolvidos devem ser tratados como investigados, e a responsabilidade penal dependerá do avanço do processo e das decisões do Poder Judiciário.




Casal investigado por golpe de R$ 1 milhão contra produtores de café é preso em Portugal




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