Mostra de Animais das Raças Zebuínas marca novo capítulo da Exposição de Carangola 2026
Atração dentro da Exposição Agropecuária e Industrial de Carangola reúne criatórios, programação técnica, palestras, apresentações de animais entre 26 de julho e 2 de agosto.
Por Alex Ferreira
04/07/2026 | Atualizado em 16/07/2026 - 11h58
Na Exposição Agropecuária e Industrial de Carangola 2026, criatórios de Minas Gerais e do Rio de Janeiro ajudam a contar uma história de genética, tradição familiar, seleção, adaptação tropical, programação técnica, apresentações de animais, intercâmbio de conhecimento e futuro da pecuária regional. Há eventos que nascem apenas para ocupar uma programação. Outros, quando encontram o tempo certo, o lugar certo e as pessoas certas, começam a registrar uma história. A Mostra de Animais das Raças Zebuínas e seus Cruzamentos chega à Exposição Agropecuária e Industrial de Carangola 2026 com essa segunda vocação: não apenas apresentar animais ao público, mas devolver ao centro da exposição uma parte essencial da identidade rural que ajudou a formar Carangola e sua região. Entre 26 de julho e 2 de agosto, os pavilhões da exposição receberão visitantes, produtores, criadores, famílias, técnicos e pessoas que talvez nunca tenham parado para observar um animal de seleção como se observa uma obra construída por gerações. Porque, no campo, genética não aparece de repente. Ela nasce de escolha, paciência, erro, correção, manejo, observação diária e fé em um futuro que quase sempre demora mais do que se imagina. A Mostra nasce com uma proposta técnica, educativa e documental. Técnica, porque coloca em evidência raças e cruzamentos que sustentam parte importante da pecuária tropical brasileira. Educativa, porque aproxima o público urbano de temas como adaptação, rusticidade, produção de leite, corte, fertilidade, manejo e funcionalidade animal. Documental, porque registra, em sua primeira edição, os criatórios que aceitaram compor esse marco inaugural dentro da Exposição de Carangola. O zebu e seus cruzamentos contam uma parte decisiva da pecuária brasileira. Em um país de clima quente, pastagens desafiadoras, pressão sanitária e sistemas produtivos diversos, não basta que um animal seja bonito. Ele precisa resistir, produzir, reproduzir, caminhar, criar, transmitir e permanecer. A força das raças zebuínas está justamente nessa capacidade de transformar adaptação em resultado. E a força dos cruzamentos planejados está em combinar rusticidade tropical com produtividade, construindo animais mais adequados à realidade de cada fazenda. Por isso, a Mostra não deve ser lida como uma simples exposição de raças. Ela é uma vitrine de decisões tomadas no campo. Cada criatório participante carrega uma história. Cada raça apresentada responde a uma necessidade. Cada animal exposto representa uma escolha genética, uma família rural, um sistema de produção e uma visão de futuro. A Exposição Agropecuária e Industrial de Carangola 2026 contará com a Mostra de Animais das Raças Zebuínas e seus Cruzamentos como atração especial, reunindo criatórios de Minas Gerais e do Rio de Janeiro. A programação prevê exposição nos pavilhões durante toda a semana, visitação do público, presença de criadores e produtores, além de atividades técnicas na Tenda Central, no Redondel e na tenda instalada no Pavilhão do Gado da Mostra. Entre os criatórios participantes estão propriedades de Carangola, Tombos, Faria Lemos, Itaperuna e Varre-Sai. A Fazenda Santo Antônio, de Varre-Sai, também integra a programação oficial com Guzerá Leiteiro e Guzolando, reforçando o caráter regional e interestadual da Mostra e ampliando a presença do Noroeste Fluminense no registro inaugural do projeto. Essa presença regional e interestadual amplia a força da Mostra. Ela nasce em Carangola, mas dialoga com uma faixa rural mais ampla, formada pela Zona da Mata mineira, pelo Noroeste Fluminense e por municípios onde a pecuária continua sendo cultura, economia, memória e projeto de futuro. Além da exposição permanente nos pavilhões, a Mostra terá uma programação técnica pensada para organizar a experiência do público e valorizar cada raça dentro de seu contexto produtivo. A proposta é que visitantes, criadores e produtores acompanhem não apenas a presença dos animais, mas também as explicações, apresentações e diálogos que ajudam a transformar a exposição em conhecimento. Na quarta-feira, 29 de julho, às 18h, a tenda no Pavilhão do Gado da Mostra recebe a palestra Homeopatia em bovinos no controle de carrapatos, com representante do IF Sudeste MG - Campus Muriaé. O encontro amplia a programação técnica da Mostra com um tema diretamente ligado ao manejo e à sanidade dos rebanhos. Na quinta-feira, a programação da Tenda Central e do Redondel começa às 17h30, com abertura e apresentação técnica. Às 18h, entram em destaque o Nelore e o Nelore Mocho; às 18h30, o Girolando; e, às 19h, o Canchim. Às 19h30, a palestra da Guabi aborda a mineralização do gado bovino, com Fernando Esquerdo da Silva, médico-veterinário e supervisor comercial. Na sexta-feira, a abertura e a apresentação técnica começam às 17h30. Às 18h, o destaque será o Guzerá Leiteiro; às 18h30, o Guzolando; e, às 19h, o Tabapuã. Às 19h30, a palestra da MSD tratará das atualizações na elaboração do calendário sanitário na bovinocultura, com Renato Sebastião da Silva Junior, médico-veterinário e consultor em pecuária. A sequência reúne raças e cruzamentos que ajudam a explicar a força da adaptação, da rusticidade zebuína, da produção e da seleção brasileira aplicada ao campo. No sábado, a programação final começa às 17h30. Às 18h, será realizada a Mostra Geral; às 18h30, os comentários finais; e, às 19h, a palestra da Genex sobre criação de bezerras, com Gabriel Ematné Lisboa, médico-veterinário e consultor técnico. Esse momento consolida a leitura técnica dos animais apresentados e reforça a proposta educativa do projeto: permitir que o público veja a pecuária para além da imagem, entendendo função, manejo, genética e finalidade produtiva. O domingo terá um desdobramento voltado à genética, ao relacionamento entre criadores e à aproximação com produtores e interessados nos animais apresentados, com programação até as 18h30. A proposta amplia o alcance da Mostra ao criar um ambiente de contato direto com os criatórios, troca de informações e conhecimento mais aprofundado sobre linhagens, características funcionais, aptidões produtivas e o trabalho de seleção desenvolvido por cada propriedade. Também está em fase de alinhamento uma possível parceria com instituição financeira para apoiar iniciativas relacionadas ao fortalecimento da pecuária e ao acesso a soluções voltadas ao desenvolvimento dos rebanhos. Com esse formato, a Mostra ultrapassa a simples visitação aos pavilhões. O público conhece os animais, acompanha apresentações técnicas, compreende as raças e os cruzamentos, conversa diretamente com os criadores e encontra, no domingo, um espaço dedicado ao intercâmbio de conhecimento, à genética e à construção de novas conexões para o desenvolvimento da pecuária regional. A programação também valoriza a participação dos patrocinadores e apoiadores que ajudam a dar sustentação à Mostra. Guabi, MSD e Genex aparecem vinculadas às palestras técnicas da programação oficial, contribuindo com temas ligados à mineralização do gado bovino, calendário sanitário na bovinocultura e criação de bezerras. A programação de quarta-feira também contará com palestra sobre homeopatia em bovinos no controle de carrapatos, conduzida por representante do IF Sudeste MG - Campus Muriaé. A iniciativa também conta com apoio institucional e regional de entidades e instituições como o Sindicato Rural, a Câmara Municipal de Carangola e a UEMG, presenças que reforçam o vínculo da Mostra com a Exposição Agropecuária e Industrial de Carangola, com a cidade e com o ambiente de formação, produção e desenvolvimento regional. No campo da comunicação, o Jornal Carangola, a AgroVision e a DNA Comunicação Estratégica participam do processo de articulação, registro e valorização pública do projeto, ajudando a organizar a memória da primeira edição e a apresentar a Mostra como uma atração técnica, documental e permanente dentro da Exposição e nos anais da história. A soma entre criatórios, patrocinadores, apoiadores, técnicos, comunicadores e instituições dá à Mostra uma base coletiva. Sem transformar o artigo em agradecimento formal, esse registro reconhece que uma atração desse porte nasce do trabalho de muitas mãos e da disposição de diferentes setores em fortalecer a pecuária regional. Faria Lemos - MG | Guzerá Leiteiro e Guzolando Na região de Faria Lemos e Carangola, a Fazenda Santa Rita construiu sua trajetória sobre uma ideia simples, mas decisiva para a pecuária leiteira tropical: genética precisa provar valor no campo. Não basta impressionar em fotografia, catálogo ou pista. O animal precisa produzir, permanecer, reproduzir e transmitir características funcionais ao longo do tempo. Sob a condução de Aluizio Lindenberg Thomé, a Santa Rita vem consolidando um trabalho ligado ao Guzerá Leiteiro, ao Guzolando e aos cruzamentos voltados para leite, rusticidade, longevidade e adaptação. É um projeto que une seleção genética, controle produtivo, observação diária e respeito à realidade do produtor rural. Essa filosofia estará presente na Mostra de Animais das Raças Zebuínas e seus Cruzamentos. A Fazenda Santa Rita participa levando ao público uma leitura prática sobre o valor do Guzerá Leiteiro e do Guzolando dentro da pecuária tropical. Sua presença não se apoia apenas em discurso institucional. Ela aparece sustentada por animais, lactações, famílias genéticas e resultados aferidos. A força do projeto aparece em nomes que ajudam a contar essa história. No Guzolando, Maestria Butler IZON 12 ocupa lugar de destaque. Fêmea F1, filha da Ipanema Weme 246 com o touro Wa-Del Butler, foi reconhecida pela ACGB, em 2023, como a maior lactação aferida da raça Guzolando na categoria Vaca Jovem, com 7.982 kg em 305 dias. Também participou do Torneio Leiteiro de Carangola, reforçando sua expressão produtiva em ambiente competitivo. Outro nome importante é Mina FIV Butler IZON 10. A matriz teve lactação de 8.960 kg em 365 dias na segunda cria, além de pico produtivo de 82 kg em um dia. Também há registro de produção acumulada de 7.111 kg em 296 dias, com previsão técnica de alcançar 7.500 kg em 305 dias. Nascida em 25 de maio de 2019, Mina é fruto de FIV na Graciosa S CNS 8450 com o touro Wa-Del Butler. Olaria FIV Montross IZON 20 também representa um marco técnico e simbólico para o trabalho da fazenda. Com produção de 5.619 kg em 365 dias na primeira cria, foi apontada como a primeira Guzolando MAX marcada na história da ABCZ. A certificação F1 Max valoriza fêmeas oriundas de cruzamentos entre raças zebuínas e taurinas leiteiras, com critérios técnicos voltados à identificação de animais com superioridade genética para produção de leite. No Guzerá Leiteiro, Xena Athor IZO 73 se tornou um dos símbolos recentes da Santa Rita. Com lactação de 5.184 kg em 300 dias, conquistou o 1º lugar no Ranking ACGB 2025 na raça Guzerá Leiteiro. Tratada pela fazenda como 'a própria guerreira', Xena representa mais do que uma premiação. Representa persistência, mérito produtivo e confirmação de uma direção genética construída com critério. O programa Athor Guzerá IZO organiza a base da Santa Rita no Guzerá Leiteiro. Dentro dessa história, o reprodutor Justiceiro Hathor IZO 60 aparece como nome afetivo e técnico, lembrado pela fazenda como eterno campeão da raça Guzerá. Sua influência se manifesta em descendentes como Orquídea IZO 131, filha de Justiceiro Hathor IZO 60 com Condessa 3L FNP 580. Princesa IZO 165, filha de Jambasa Sula 775 com Tecelão GUZ 757, também traduz essa visão de futuro. Integrante do programa de teste de progênie do CBMG Guzerá, ela mostra que o olhar da fazenda não se limita à presença visual ou às premiações. A preocupação está no que cada animal pode produzir, transmitir e consolidar dentro de uma família genética. Na mesma linha, Estrela aparece como outra matriz relevante. Segundo levantamento técnico verificado para este artigo, apresenta média de duas aferições em torno de 6.700 kg em 305 dias. Filha de Humaitá Tabo com Jambasa Sula 775, matriz Ouro, segue completando aferição em 2026 e atua como doadora, com várias filhas em produção. Esse tipo de dado mostra que o projeto busca consistência familiar, repetição produtiva e construção de base genética para o longo prazo. No Guzolando e nos cruzamentos, a Santa Rita também trabalha animais jovens e matrizes com potencial funcional. Namorada, tricross 1/2 Jersey x Guzolando, foi apresentada com produção atual de 35 kg por dia. Já Sinistra FIV Capri IZON 56 e Sica FIV Capri IZON 57, filhas de Denovo 14368 Capri-ET, representam a continuidade de uma estratégia voltada à formação de fêmeas produtivas, adaptadas e tecnicamente planejadas. A relevância desse trabalho dialoga com critérios cada vez mais valorizados na pecuária moderna: controle leiteiro, avaliação genética, lactação aferida, genealogia, desempenho reprodutivo, longevidade produtiva e adaptação ao sistema. Na prática, a Santa Rita mostra que genética não é apenas origem nobre. É resultado medido, acompanhado e transformado em valor dentro da fazenda. Mas a história da Fazenda Santa Rita não se resume aos animais. A força do projeto também está nas pessoas. Colaboradores, parceiros técnicos, amigos e profissionais ligados à rotina da fazenda participam da construção desses resultados. Nomes como Leo Pires, Leco, Romilson, Claudio, Jorginho, Luis Felipe, Diego, Gilberto, Tiago, Felipinho, Bruno, Roberto Teté, Ivan, Leo Carvalho, Leonardo, João Otávio, Álvaro Pirozi, Dr. Marcelo Hosken, Dr. Sérgio C. Martins, AgroVision e Alex Ferreira, do Jornal Carangola, aparecem em diferentes momentos como presenças ligadas ao apoio, à amizade, ao reconhecimento e ao trabalho coletivo. Essa dimensão humana ajuda a explicar a identidade da Santa Rita. A comunicação da fazenda não busca parecer grandiosa de forma artificial. O tom é de trabalho, humildade, fé, persistência e construção diária. As conquistas são celebradas, mas sem perder a noção de que cada resultado nasce antes no manejo, no cuidado, na observação e na rotina. A natureza também faz parte dessa identidade. A Fazenda Santa Rita preserva áreas ambientais, valoriza a paisagem e mantém uma relação de respeito com o território onde produz. O campo, ali, não é apenas cenário. É parte da responsabilidade, da história e da forma de produzir. Por isso, quando a Fazenda Santa Rita chega à Mostra de Animais das Raças Zebuínas e seus Cruzamentos, ela não leva apenas exemplares de Guzerá Leiteiro e Guzolando. Leva uma trajetória. Leva famílias genéticas. Leva resultados aferidos. Leva uma visão de pecuária em que rusticidade, produção, adaptação e longevidade caminham juntas. Na programação da Mostra, o Guzerá Leiteiro e o Guzolando terão espaço especial na sexta-feira, dentro das apresentações técnicas previstas na Tenda Central e no Redondel. A participação da Santa Rita reforça a proposta educativa do evento: aproximar o público, os produtores e os criadores de animais que representam não apenas beleza racial, mas função produtiva e inteligência genética aplicada ao leite tropical. A Santa Rita segue com os pés no chão, mas com uma história cada vez mais forte dentro da pecuária leiteira. Uma história escrita por animais como Maestria, Mina, Olaria, Xena, Justiceiro, Princesa, Estrela e tantas outras matrizes, famílias e cruzamentos que ajudam a formar a base de um trabalho sério. Mais do que buscar títulos, a Fazenda Santa Rita busca deixar uma genética que fale por si. Com trabalho, critério, humildade e compromisso com o futuro do leite. Carangola - MG | Nelore CLLF e Girolando CLLF Na Bom Jesus, solo, pasto, rebanho, leite e carne fazem parte de uma mesma lógica produtiva. A agricultura sustenta a pecuária. A silagem fortalece a nutrição. O planejamento forrageiro organiza o sistema. O manejo diário transforma decisão técnica em resultado de campo. É uma propriedade em que a produção não nasce de um fator isolado, mas da soma entre ambiente, genética, alimento, equipe e constância. No corte, o Nelore CLLF expressa a busca por funcionalidade, adaptação e desempenho. O Nelore é a grande base da pecuária de corte brasileira, reconhecido pela rusticidade, fertilidade, habilidade materna, longevidade e capacidade de produção em ambiente tropical. Dentro da proposta da Fazenda Bom Jesus, essa genética aparece conectada à realidade prática da fazenda, com atenção à estrutura, ao manejo, à eficiência produtiva e à continuidade do rebanho. O prefixo CLLF se conecta a uma leitura moderna de seleção. Em catálogos públicos de leilão, animais identificados por essa base e vinculados a Custódio Tostes aparecem descendendo de reprodutores de forte expressão no Nelore, como Landau da Di Genio, Lengruber, REM Dheef, REM El Toro, Logan da Di Genio, Oráculo da Di Genio e D6595 da MN, entre outros. Esses nomes ajudam a situar a base genética dentro de uma pecuária de corte cada vez mais atenta à origem, ao desempenho e à consistência de famílias. Esse trabalho ganha ainda mais relevância quando observado dentro da pecuária contemporânea, cada vez mais orientada por dados, genealogia, avaliação genética e seleção funcional. O Programa de Melhoramento Genético de Zebuínos, desenvolvido pela ABCZ, é uma das principais ferramentas nacionais para apoiar decisões de seleção em rebanhos zebuínos, reunindo informações ligadas a desempenho, fertilidade, ganho de peso, produção leiteira e avaliação genética. Em um cenário no qual a genética deixou de ser apenas tradição familiar e passou a envolver mensuração, controle de origem e planejamento reprodutivo, a valorização de uma base como a CLLF mostra a importância de unir história, critério técnico e visão de futuro. Acasalamentos dirigidos, controle genealógico, avaliação de matrizes, escolha de reprodutores e uso criterioso de biotecnologias reprodutivas fazem parte de uma nova etapa da pecuária brasileira, na qual cada decisão precisa contribuir para animais mais adaptados, funcionais e produtivos. Na pecuária leiteira, o Girolando CLLF reforça outra frente estratégica da Fazenda Bom Jesus. O Girolando é resultado da combinação entre Gir e Holandês e se consolidou como uma das principais bases do leite tropical brasileiro, justamente por unir potencial produtivo, adaptação, fertilidade, resistência ao calor e funcionalidade em diferentes sistemas de produção. Na fazenda, essa base leiteira se integra ao manejo, à nutrição e à rotina de acompanhamento do rebanho. A participação da Fazenda Bom Jesus na Mostra valoriza uma dimensão essencial da pecuária: o trabalho contínuo que acontece dentro da propriedade, na formação do rebanho, no cuidado com a base alimentar, no manejo diário e nas decisões técnicas que sustentam a produção ao longo do tempo. Sua força está na construção de um sistema produtivo coerente, onde genética, pasto, nutrição, sanidade, equipe e rotina caminham juntos. Em uma mostra voltada às raças zebuínas e seus cruzamentos, a Bom Jesus ocupa um espaço importante por representar a pecuária feita na base, com identidade local, trabalho contínuo e contribuição direta para a valorização do agro de Carangola e de toda a região. A propriedade leva para a exposição não apenas animais, mas uma leitura de campo: produzir bem exige genética, manejo, alimento, observação e responsabilidade em cada etapa. A Bom Jesus ajuda a lembrar que a pecuária regional não vive apenas de momentos de pista, mas também de rotina e estratégia. Vive do alimento preparado antes da seca, do acasalamento pensado antes do nascimento, do manejo feito todos os dias e da decisão de manter uma propriedade produtiva em movimento. É essa constância que transforma uma fazenda em capítulo de uma história maior. Itaperuna - RJ | Guzerá Leiteiro e Guzolando A história da Fazenda Terra Prometida começa antes do nome da propriedade aparecer em uma mostra, em um catálogo ou em uma programação oficial. Ela nasce em famílias que já tinham o leite como parte da vida, em territórios onde a pecuária não era apenas atividade econômica, mas linguagem cotidiana. De um lado, raízes ligadas à Zona da Mata mineira e a Carangola. De outro, o Noroeste Fluminense, especialmente Itaperuna. Foi nesse encontro de origens, experiências e memórias rurais que Marcelo Hosken e Adriene Cruz Hosken construíram a base de um projeto voltado à pecuária leiteira tropical. A Terra Prometida não surgiu como aposta improvisada. Ela foi se formando a partir de conhecimento prático, formação técnica e vivência no campo. Adriene, com trajetória ligada à Administração, Sistemas de Informação, informatização rural e prestação de serviços em fazendas leiteiras e de corte, trouxe para a atividade uma leitura organizada da gestão e dos dados. Marcelo, técnico em Agropecuária e médico-veterinário, somou experiência direta com leite, corte, manejo e seleção. A fazenda passou a carregar, desde cedo, uma marca importante: tradição familiar com leitura técnica. No início, os criatórios das famílias estavam ligados à raça Holandesa, referência mundial na produção de leite. Com o passar do tempo, a realidade regional foi mostrando que volume produtivo sozinho não bastava. Era preciso buscar animais capazes de produzir em ambiente quente, com maior rusticidade, longevidade, fertilidade e adaptação. Foi nesse caminho que cruzamentos com Gir e Guzerá passaram a formar mestiços Girolando e Guzolando, aproximando produtividade e funcionalidade. A partir de 2008, a Terra Prometida direcionou com mais força seu trabalho ao Guzerá com aptidão leiteira. A escolha pela raça reuniu dois elementos que, no campo, raramente caminham separados quando a seleção é bem conduzida: presença racial e função produtiva. O Guzerá Leiteiro trouxe para a fazenda uma base de rusticidade, longevidade, estrutura corporal, adaptação tropical e potencial leiteiro, sem perder a força visual e histórica de uma das raças zebuínas mais antigas no Brasil. Com os filhos Alan Cruz Hosken, João Marcelo Cruz Hosken e Pedro Henrique Cruz Hosken, a história da Terra Prometida avança também como sucessão. A pecuária, nesse caso, não aparece como lembrança parada no passado, mas como continuidade. A família chega à quinta geração ligada ao agro, carregando a responsabilidade de preservar o que veio antes e, ao mesmo tempo, atualizar o trabalho com seleção, controle leiteiro, acasalamentos dirigidos e biotecnologias reprodutivas. Entre os nomes que ajudaram a estruturar a base genética da Terra Prometida estão animais adquiridos em leilões de Uberaba, como Jambasa Ilha Funda, Charlote POI e Vânia ACT. No levantamento técnico verificado para este artigo, Vânia ACT aparece como recordista mundial de lactação da raça Guzerá, com 11.636 kg de leite em 365 dias. Mais do que um número expressivo, esse dado ajuda a explicar a direção do criatório: buscar matrizes com aptidão leiteira comprovada, capazes de sustentar famílias genéticas consistentes. Com o avanço do trabalho, o rebanho cresceu em quantidade e qualidade. A fazenda passou a combinar controle leiteiro oficial da ABCZ, seleção fenotípica, acasalamentos planejados e uso de FIV com touros de aptidão leiteira. Esse conjunto permitiu à Terra Prometida disponibilizar ao mercado animais, embriões e touros selecionados, ampliando sua presença para além da propriedade e conectando sua genética a diferentes regiões do Brasil e também ao exterior. O Guzolando, dentro dessa trajetória, aparece como consequência lógica da busca por uma vaca leiteira mais adaptada ao ambiente tropical. Resultado da combinação entre Guzerá e Holandês, o cruzamento procura reunir o potencial produtivo da genética holandesa com a rusticidade, longevidade, fertilidade e resistência do Guzerá. Quando planejado com critério, deixa de ser apenas mestiçagem e passa a ser ferramenta técnica para sistemas que precisam produzir leite com equilíbrio econômico e funcionalidade. Na Mostra de Animais das Raças Zebuínas e seus Cruzamentos, a Fazenda Terra Prometida representa justamente essa ponte entre memória familiar e pecuária moderna. Sua presença ajuda a mostrar que a seleção leiteira tropical não se constrói apenas com discurso de produtividade, mas com dados, observação, continuidade, escolha de matrizes, controle de origem e respeito à realidade do campo. Ao levar Guzerá Leiteiro e Guzolando para a Exposição Agropecuária e Industrial de Carangola 2026, a Terra Prometida não apresenta apenas animais. Apresenta uma forma de pensar a pecuária: produzir mais, sim, mas produzir com adaptação; valorizar genética, sim, mas sem abandonar a funcionalidade; crescer, sim, mas com raízes firmes na história familiar. Na história da Fazenda Terra Prometida, o Guzerá Leiteiro não aparece apenas como raça. Ele aparece como caminho. E o Guzolando, como resposta prática de uma família que entendeu que o futuro do leite tropical será construído por quem souber unir produção, resistência, dados e sucessão. Tombos - MG | Canchim Mangalba EG, Nelore Mocho e Mangalarga Marchador O Rancho da Cachoeira, Criatório Mangalba, em Tombos, na Zona da Mata de Minas Gerais, chega à Mostra com uma identidade marcada por seleção de corte, tradição rural e leitura prática de campo. Conduzido por Emílio Heindel Soares de Gouvêa, o trabalho do criatório se liga à marca Canchim Mangalba EG e a uma visão de pecuária construída em condições reais, nas montanhas do leste mineiro. O Rancho da Cachoeira não aparece na Mostra apenas como expositor de animais. Ele leva uma história de escolha genética, venda de tourinhos, novilhas, sêmen e embriões, além de atuação com Canchim, Nelore Mocho e Mangalarga Marchador. Essa combinação revela uma propriedade que não separa completamente seleção bovina, tradição rural e cultura de criação. Tudo faz parte de uma mesma relação com o campo. No Canchim, a fazenda construiu uma trajetória voltada à genética criada a campo. A raça, formada pela combinação de sangue zebuíno Nelore e sangue taurino Charolês, ocupa espaço estratégico na pecuária de corte por reunir rusticidade, desempenho, precocidade e potencial de carcaça. Para o produtor, o Canchim aparece como alternativa tanto para formação de rebanhos puros quanto para uso em cruzamento industrial, especialmente quando o objetivo é buscar ganho de peso, musculatura e adaptação. A história recente do Canchim Mangalba EG também passa por animais que marcaram sua seleção e foram apresentados em leilões, provas de desempenho e oportunidades comerciais. Nomes como Bulgari, Cativo, Cataro, Eldorado e Hiran Mangalba EG ajudam a contar a construção genética do criatório. Eles não representam necessariamente animais atualmente pertencentes à fazenda, mas funcionam como referência do trabalho de seleção, da linhagem formada e da presença do Mangalba no mercado da raça. Entre os destaques mais recentes, Leopoldino Mangalba EG aparece como nova promessa do Canchim Mangalba. Segundo informações técnicas verificadas para este artigo, o touro nasceu em agosto de 2024 e foi Elite Ouro na PCAD-TEA 2025. Na prova, obteve ganho médio diário de 2,035 kg, circunferência escrotal de 39 cm, peso final de 566,5 kg aos 13 meses e nota máxima em conformação frigorífica. Atualmente, o animal pesa cerca de 750 kg e é apresentado pelo criatório como uma nova opção de linhagem, com destaque para carcaça, aprumos e desempenho a campo. A genealogia de Leopoldino reforça esse posicionamento. Pelo lado paterno, descende de Hildeu, linhagem que remonta ao Charolês JB Intimidator e carrega influência do Nelore Mocho Cartucho do MBA, animal reconhecido por carcaça longa e volume. Essa combinação ajuda a sustentar a leitura de Leopoldino como reprodutor jovem de forte apelo técnico e comercial dentro do projeto Canchim Mangalba EG. O trabalho recém-iniciado com o Nelore Mocho amplia a presença do Rancho da Cachoeira na Mostra. A variedade mocha tem relevância específica por apresentar ausência natural de chifres, característica valorizada por facilitar o manejo, reduzir riscos, melhorar a segurança e adequar os animais a sistemas produtivos mais funcionais. Na pecuária de corte, o Nelore Mocho representa adaptação, praticidade e seleção genética aplicada à realidade do campo. Além da seleção bovina, a propriedade carrega vínculo com o Mangalarga Marchador, reforçando uma identidade rural mais ampla. A presença conjunta de Canchim, Nelore Mocho e Mangalarga projeta o Rancho da Cachoeira não apenas como participante de uma exposição, mas como criatório com história, continuidade e leitura própria do campo. Na Mostra de Animais das Raças Zebuínas e seus Cruzamentos, a participação do Rancho da Cachoeira tem valor especial por aproximar o público de uma pecuária de corte construída com genética, observação prática e adaptação regional. A presença do criatório na programação ajuda a mostrar que a exposição não será apenas uma vitrine de raças, mas um espaço de encontro entre produtores, criadores, tradição e futuro da seleção animal. O Rancho da Cachoeira leva a Carangola uma mensagem direta: produzir genética de corte exige olhar para desempenho, mas também para ambiente, estrutura, manejo e funcionalidade. O animal que chega ao pavilhão carrega antes uma história de pasto, seleção, comparação e escolha. É esse percurso, silencioso e exigente, que a Mostra ajuda a tornar visível. Carangola - MG | Tabapuã PO A presença do Tabapuã da Serra Queimada, de Carangola, na Mostra de Animais das Raças Zebuínas e seus Cruzamentos carrega mais do que a apresentação de uma raça. Ela representa uma trajetória familiar ligada à pecuária, à adaptação dos rebanhos ao campo e à continuidade de uma seleção voltada para animais funcionais, produtivos e preparados para a realidade tropical. A história começa antes mesmo da formação do Tabapuã como raça nacional. Na família, a pecuária já fazia parte da rotina por meio de José Amaro, que iniciou sua trajetória com o gado de leite, tradição forte da época. Com o tempo, o rebanho passou a incorporar vacas rústicas e adaptadas, aproximando o gado leiteiro do zebu funcional, com a presença de vacas neloradas, Guzerá e Gir. Mais tarde, entraram também as vacas mochas, naturalmente sem chifres, característica que se tornaria central na identidade do Tabapuã. Essa caminhada familiar encontra relação direta com a própria história da raça Tabapuã, consolidada a partir da década de 1940, marcada pela seleção de bovinos mochos, dóceis, produtivos e adaptados às condições tropicais. A trajetória da raça passa por criatórios de referência, como Água Milagrosa, no município de Tabapuã, interior de São Paulo, além da influência do mocho goiano, associado ao trabalho de Nelinho Guimarães. Inspirado nessa tradição, o Tabapuã da Serra Queimada nasce em 2019 com uma direção clara: trabalhar a Genética Tabapuã PO. A criação passou a ser estruturada com aquisição de matrizes PO, reprodutores e registro de vacas próprias que atendem aos critérios raciais. A partir daí, o foco passou a ser a seleção de fêmeas com maior habilidade materna, funcionais, dóceis, adaptadas e racialmente consistentes. O projeto não se resume à criação de animais. A proposta é construir, geração após geração, um plantel cada vez mais uniforme e produtivo, preservando uma herança familiar e fortalecendo uma sucessão dentro da pecuária. O trabalho busca oferecer ao mercado animais precoces, com desempenho a pasto e alinhados às exigências da pecuária moderna. Dentro da Mostra, o Tabapuã da Serra Queimada ocupa um espaço estratégico. A programação oficial confirma o criatório como participante com a raça Tabapuã, representando Carangola, e prevê a apresentação da raça na sexta-feira, das 19h30 às 20h, na Tenda Central e no Redondel. A escolha do Tabapuã fortalece a proposta educativa e técnica da Mostra. Trata-se de uma raça zebuína brasileira de corte, reconhecida por sua origem nacional, por ser mocha desde sua formação e por reunir características valorizadas no campo, como rusticidade, fertilidade, habilidade materna, ganho de peso, estrutura corporal e funcionalidade produtiva. Na leitura da pecuária tropical, o Tabapuã representa uma resposta brasileira a problemas reais do manejo e da produção. A ausência de chifres favorece segurança e praticidade. A adaptação ao ambiente tropical dialoga com sistemas a pasto. A seleção por docilidade, consistência racial e desempenho reforça o caminho de uma pecuária cada vez mais orientada por função, eficiência e resultado. Por isso, a participação do Tabapuã da Serra Queimada na Exposição Agropecuária e Industrial de Carangola 2026 vai além da presença de um criatório local. Ela apresenta ao público uma história de família, uma raça brasileira e um trabalho de seleção que conecta tradição, herança, genética e futuro. O Tabapuã da Serra Queimada leva para a Mostra uma ideia simples e forte: quando uma família preserva sua memória e organiza sua seleção, a raça deixa de ser apenas nome técnico. Ela passa a ser continuidade, identidade e projeto de campo. Varre-Sai - RJ | Criatório AJP Guzerá | Guzerá Leiteiro e Guzolando De Varre-Sai, no Noroeste Fluminense, a Fazenda Santo Antônio chega à Mostra de Animais das Raças Zebuínas e seus Cruzamentos como parte da presença regional que ajuda a dar sentido à primeira edição do projeto. Sua participação amplia o alcance da Mostra para além de Carangola e reforça a ligação entre Minas Gerais e Rio de Janeiro em torno de uma pecuária construída por adaptação, seleção e trabalho no campo. Com o Criatório AJP Guzerá, a propriedade se apresenta ao público por meio de duas frentes diretamente ligadas à pecuária leiteira tropical: o Guzerá Leiteiro e o Guzolando. O primeiro carrega a força histórica de uma raça zebuína reconhecida pela rusticidade, longevidade, estrutura corporal, adaptação ao calor e dupla aptidão. O segundo representa a lógica dos cruzamentos planejados, unindo a base zebuína do Guzerá ao potencial leiteiro da genética taurina para formar animais mais ajustados à realidade produtiva dos trópicos. A presença da Fazenda Santo Antônio na Exposição Agropecuária e Industrial de Carangola 2026 não depende, neste registro, de uma narrativa longa de premiações, genealogias ou nomes de animais. O valor documental está em outro ponto: mostrar que a Mostra também nasce da soma de criatórios que carregam, cada um a seu modo, uma leitura funcional da pecuária.. Muitas histórias começam pela escolha silenciosa de uma raça, pela permanência no campo e pela decisão de apresentar ao público uma genética capaz de produzir com equilíbrio, resistência e adaptação. O Guzerá Leiteiro e o Guzolando ajudam a traduzir essa proposta. Em sistemas tropicais, onde clima, manejo, pastagem, fertilidade e longevidade definem boa parte do resultado produtivo, a genética precisa ser mais do que origem. Precisa ser ferramenta. Precisa responder ao ambiente, sustentar produção e contribuir para animais funcionais, capazes de permanecer no rebanho e entregar valor ao produtor. Ao integrar a Mostra, a Fazenda Santo Antônio fortalece o caráter regional e interestadual da iniciativa. Sua participação mostra que a atração não se limita aos criatórios com capítulos mais extensos ou histórias já plenamente documentadas. Ela também abre espaço para propriedades que representam a pecuária cotidiana, técnica e funcional, aquela que se constrói no manejo, na observação e na continuidade do trabalho rural. Na primeira edição da Mostra de Animais das Raças Zebuínas e seus Cruzamentos, a Fazenda Santo Antônio entra como representante do Guzerá Leiteiro e do Guzolando a partir de Varre-Sai. Um registro honesto, institucional e necessário para marcar sua presença nesse capítulo inaugural da Exposição de Carangola. Guzerá Leiteiro e Guzolando: genética, adaptação e trabalho no campo. A primeira edição da Mostra de Animais das Raças Zebuínas e seus Cruzamentos chega à Exposição Agropecuária e Industrial de Carangola como um registro inaugural. A partir dela, a cidade passa a contar com uma atração capaz de reunir técnica, memória rural, genética, produtores, famílias e público em torno de uma narrativa maior: a pecuária como patrimônio vivo. O que estará nos pavilhões não será apenas o resultado de uma semana de exposição. Será o resultado de anos de seleção, de histórias familiares, de decisões tomadas no curral, no pasto, na ordenha, no manejo e na escolha de cada acasalamento. A Mostra nasce para valorizar esses caminhos e para aproximar Carangola de uma leitura mais ampla sobre o agro regional. Se a Exposição é tradição, a Mostra chega para ampliar essa tradição com conteúdo técnico, documental e educativo. Um espaço onde o público poderá ver animais, mas também compreender o que eles representam. Porque, por trás de cada raça, existe uma história. Por trás de cada cruzamento existe uma estratégia. E, por trás de cada fazenda participante, existe gente que trabalha para transformar genética em futuro. Nesta versão documental, os criatórios aparecem em capítulos narrativos proporcionais ao material disponível, às informações verificadas e ao papel de cada um na primeira edição da Mostra. O registro preserva um princípio editorial básico: valorizar cada participação sem inventar trajetória, premiação, genealogia ou dado técnico não enviado ou confirmado. A Mostra nasce pequena apenas no calendário. No sentido histórico, ela já nasce com ambição maior: registrar o encontro entre a tradição rural de Carangola, a força dos criatórios regionais e a pecuária tropical que continua sendo construída, geração após geração, por quem entende que o campo também precisa ser contado. Para quem busca qualidade, funcionalidade e evolução genética no rebanho, os criatórios participantes disponibilizam seus contatos para informações, relacionamento e oportunidades de negócio.. Localização: Carangola - MG Localização: Itaperuna - RJ Localização: Tombos - MG Localização: Faria Lemos - MG Localização: Carangola - MG Localização: Varre-Sai - RJMostra de Animais das Raças Zebuínas e seus Cruzamentos registra um novo capítulo da pecuária em Carangola
Quando o campo volta ao centro da exposição

A Mostra dentro da Exposição de Carangola
Na quarta-feira, 29 de julho, a programação técnica recebe palestra sobre homeopatia em bovinos no controle de carrapatos, com representante do IF Sudeste MG - Campus Muriaé. Na quinta-feira, entram em destaque Nelore, Nelore Mocho, Girolando e Canchim, seguidos da palestra da Guabi. Na sexta-feira, a programação reúne Guzerá Leiteiro, Guzolando e Tabapuã, seguida da palestra da MSD. No sábado, a Mostra Geral antecede os comentários finais e a palestra da Genex. No domingo, a programação se volta à genética, à aproximação entre criadores e produtores, ao conhecimento dos animais e à troca de informações sobre linhagens, características funcionais, aptidões produtivas e trabalhos de seleção. A organização da programação reforça o caráter pedagógico do evento: apresentar ao público não apenas nomes de raças, mas funções produtivas, histórias de seleção e caminhos diferentes dentro da pecuária tropical.

Programação técnica, apresentações e genética








Patrocinadores, apoiadores e comunicação institucional


Fazenda Santa Rita
















Fazenda Bom Jesus
A Fazenda Bom Jesus, de Carangola, chega à Mostra de Animais das Raças Zebuínas e seus Cruzamentos levando duas bases importantes da pecuária regional: o Nelore CLLF e o Girolando CLLF. Conduzida por Custódio Tostes, Luciene Tostes e Luiz Felipe, a propriedade representa uma pecuária construída com base, critério e continuidade.

















Fazenda Terra Prometida











Rancho da Cachoeira







Tabapuã da Serra Queimada




Fazenda Santo Antônio

O regresso de uma tradição
Contatos dos criatórios
Fazenda Bom Jesus
Raças / frentes: Nelore CLLF e Girolando CLLF
WhatsApp: (21) 99762-8564
Rede social: @fazendabomjesusoficialFazenda Terra Prometida
Raças / frentes: Guzerá Leiteiro e Guzolando
WhatsApp: (32) 99972-6903
Rede social: @terraprometidafaFazenda Rancho da Cachoeira / Canchim Mangalba EG
Raças / frentes: Canchim, Nelore Mocho e Mangalarga Marchador
WhatsApp: (21) 99966-2609
Rede social: @canchim_mangalbaFazenda Santa Rita
Raças / frentes: Guzerá Leiteiro e Guzolando
WhatsApp: (32) 99817-0401
Rede social: @fazsantaritaoficialTabapuã da Serra Queimada
Raças / frentes: Tabapuã PO
WhatsApp: (32) 99973-0676
Rede social: @fazendaserraqueimadaFazenda Santo Antônio
Raças / frentes: Guzerá Leiteiro e Guzolando
WhatsApp: (22) 98826-1754




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