Lula lidera o primeiro turno, mas empate com Flávio acende alerta na disputa presidencial
Real Time Big Data mostra presidente com 38% e senador com 30%; no segundo turno, ambos aparecem com 44%, dentro da margem de erro.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva mantém a liderança no primeiro turno da eleição presidencial, mas a disputa contra Flávio Bolsonaro perdeu qualquer aparência de conforto num eventual segundo turno. Pesquisa Real Time Big Data divulgada nesta terça-feira, 1º de setembro, mostra Lula com 38% das intenções de voto, contra 30% de Flávio. Na simulação direta, os dois registram 44%.
O instituto entrevistou 2.000 eleitores por telefone e internet entre 27 e 31 de agosto. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, o nível de confiança é de 95% e o levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-03490/2026.
No primeiro turno, Augusto Cury aparece com 11%, Renan Santos com 7%, Ronaldo Caiado com 4% e Romeu Zema com 2%. Brancos e nulos somam 3%, e outros 3% não souberam ou não responderam. Os percentuais podem apresentar pequenas diferenças entre divulgações jornalísticas por causa dos cenários e arredondamentos usados nos relatórios.
Liderar não é controlar a eleição
A vantagem de oito pontos no primeiro turno mantém Lula na posição de favorito para chegar à etapa final. O problema político aparece na transferência de votos. Quando a lista de candidatos desaparece e o eleitor precisa escolher entre os dois líderes, Flávio alcança o presidente dentro da margem de erro.
Pesquisa não é previsão do resultado. Ela retrata as respostas da amostra no período de campo, submetidas à metodologia declarada. Ainda assim, o empate de 44% revela que a eleição está aberta e que a diferença será disputada entre eleitores de candidatos menores, indecisos e pessoas que hoje cogitam votar branco ou nulo.
Outro levantamento recente, da AtlasIntel em parceria com a Bloomberg, apresenta um quadro diferente: Lula tem 47,1% contra 42,6% de Flávio no segundo turno. A Atlas ouviu 5.014 pessoas entre 25 e 30 de agosto, com margem de um ponto. Os resultados não devem ser combinados como se fossem uma única série, porque os institutos usam métodos, amostras e formas de recrutamento diferentes.
A campanha entrou na zona de risco
O dado mais importante não é escolher qual pesquisa está certa, mas reconhecer que os levantamentos convergem em dois pontos: Lula e Flávio ocupam as duas primeiras posições, e a disputa final é mais apertada do que a vantagem de primeiro turno sugere.
Com pouco mais de um mês até a votação, economia, rejeição, investigações e decisões judiciais podem alterar a disposição dos eleitores. Os próximos levantamentos terão de mostrar se o empate da Real Time Big Data é oscilação, tendência ou efeito específico da metodologia.
Para as campanhas, a consequência é imediata. Lula precisa impedir que liderança vire teto. Flávio precisa converter rejeição ao presidente em voto positivo e ampliar presença fora de sua base. Nenhum dos dois pode tratar o segundo turno como resolvido.
Fontes: UOL, pesquisa Real Time Big Data; CNN Brasil; CNN Brasil, pesquisa Atlas/Bloomberg.





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