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Carangola,14/09/2026

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Fazenda Bom Jesus abre lotes especiais de tourinhos Nelore PO e leva a genética CLLF a novos rebanhos

Na divisa entre Carangola e Faria Lemos, criatório inicia nova etapa de comercialização do Nelore CLLF, reunindo genealogias de importantes reprodutores da raça, avaliação genética, formação a campo e seleção individual dos jovens animais.

Fazenda Bom Jesus / Nelore CLLF
Fazenda Bom Jesus abre lotes especiais de tourinhos Nelore PO e leva a genética CLLF a novos rebanhos


Uma nova geração atravessa a porteira


Há um momento especialmente importante em qualquer trabalho de seleção: aquele em que anos de escolhas, acasalamentos, nascimentos, manejo e acompanhamento começam a atravessar a porteira.


Esse momento chega agora para uma nova geração do Nelore CLLF da Fazenda Bom Jesus.


Localizada na divisa entre Carangola e Faria Lemos, na Zona da Mata mineira, a propriedade abre lotes especiais de tourinhos Nelore PO, selecionados para chegar a outros rebanhos levando uma genética construída a partir de origem conhecida, avaliação, observação de campo e acompanhamento técnico.


A venda representa mais do que a disponibilização de jovens reprodutores. Ela permite conhecer um trabalho que começa muito antes do anúncio comercial.


Na Fazenda Bom Jesus, a seleção considera que genética não pode ser resumida ao pedigree. Genealogia, avaliação genética, desenvolvimento, características funcionais, manejo, sanidade, ambiente de criação e decisão técnica precisam conversar entre si.


É dessa soma que nasce aquilo que a propriedade busca consolidar como padrão CLLF.



Grandes reprodutores na base do Nelore CLLF


Para quem conhece pecuária de seleção, abrir uma genealogia é também compreender as decisões que vieram antes daquele animal. E esse é um dos pontos de maior peso na geração de tourinhos agora apresentada pela Fazenda Bom Jesus.


Entre os jovens CLLF já documentados aparecem filhos de reprodutores como Landau da Di Genio, Mukesh FIV COL e Naviraí Viking.


Ao avançar pelas genealogias, surgem outros nomes importantes da seleção Nelore brasileira. Na descendência de Landau da Di Genio, por exemplo, está Brado S. Marina, enquanto diferentes famílias maternas utilizadas pelo CLLF trazem nomes como D6595 da MN, Rambo da MN e representantes da seleção Lemgruber.


Nos filhos de Mukesh FIV COL, a genealogia passa por Ganges COL, B8734 da MN, Gaimaca COL, Dirigível COL e Ditame COL. Em algumas combinações maternas aparecem ainda referências como Rambo da MN e Bitelo da SS.


Já na descendência de Naviraí Viking, encontram-se nomes como D4685 da MN e REM Armador, compondo outra frente dentro da diversidade genética trabalhada pela propriedade.


Não é uma coleção de nomes colocada no papel para valorizar um catálogo. O ponto importante está justamente no contrário: grandes reprodutores fornecem a base. A seleção da Bom Jesus precisa decidir o que fazer com ela.



Pedigree é começo, não conclusão


Dois animais podem carregar genealogias importantes e, ainda assim, não oferecer exatamente a mesma contribuição a um rebanho. É por isso que a análise dos tourinhos CLLF procura ir além da origem.


Quando disponíveis, informações relacionadas a crescimento, reprodução, habilidade materna, stayability, perímetro escrotal, área de olho de lombo, acabamento de carcaça, marmoreio, peso ao nascimento, pesos posteriores e morfologia podem integrar a avaliação. O princípio é interpretar o conjunto e não transformar um único índice em argumento absoluto.


Na prática, isso significa que não existe a necessidade de apresentar todos os animais como iguais. Um tourinho pode chamar atenção pela combinação voltada ao crescimento. Outro pode apresentar características interessantes de carcaça. Outro pode oferecer uma família materna especialmente importante para determinado acasalamento. Outro pode reunir equilíbrio entre diferentes características.


A qualidade da seleção está justamente em conhecer essas diferenças antes de recomendar um reprodutor.


Por isso, a abertura dos lotes especiais não propõe apenas a venda de “um Nelore CLLF”. A proposta é permitir que o pecuarista conheça cada jovem reprodutor, sua genealogia, seus dados disponíveis e suas características para decidir qual genética conversa melhor com os objetivos de seu próprio rebanho.



O selo de qualidade CLLF


Dentro da comunicação da Fazenda Bom Jesus, o conceito de selo de qualidade CLLF representa o padrão interno de seleção do criatório. Não se trata de uma certificação oficial da ABCZ.


É uma forma de traduzir o critério aplicado antes que um animal seja colocado no mercado. O registro genealógico é fundamental. A avaliação genética acrescenta informação. O campo acrescenta realidade.


E é quando essas dimensões se encontram que a seleção ganha sentido.


A genética está no registro. A seleção se confirma no campo.



Criados dentro da realidade da fazenda


Os tourinhos Nelore CLLF são formados dentro do sistema produtivo da Fazenda Bom Jesus, onde o pasto não é cenário. É parte do processo.


A criação a campo permite acompanhar desenvolvimento, adaptação, comportamento e resposta do animal dentro de uma realidade produtiva. Ao redor disso estão manejo nutricional, planejamento forrageiro, sanidade e acompanhamento.


O resultado esperado não é produzir um animal artificialmente preparado apenas para uma fotografia de venda. É formar um jovem reprodutor capaz de carregar genética e funcionalidade para a próxima etapa da sua vida produtiva.



Da terra ao rebanho


A Fazenda Bom Jesus integra Nelore CLLF, Girolando CLLF e agricultura.


Milho, produção de silagem, capiaçu, pastagens, correção e preparo do solo e planejamento forrageiro fazem parte da mesma estrutura que sustenta leite e carne.


A lógica adotada pela propriedade é direta: o solo alimenta o pasto, o pasto alimenta o rebanho e o rebanho transforma essa base em produção.


Por isso, agricultura e pecuária não aparecem como departamentos separados. A alimentação produzida hoje interfere no animal que será observado amanhã. O acasalamento decidido agora interfere na geração que nascerá mais adiante. E a estrutura da fazenda precisa acompanhar esse avanço.


O futuro começa na base.



Criadores e liderança da Fazenda Bom Jesus


À frente desse projeto estão Dr. Custódio Tostes, Luciene Tostes e Luiz Felipe, nomes que representam a criação e as principais direções da Fazenda Bom Jesus.


O trabalho é sustentado por uma equipe que participa da rotina do campo e pelo acompanhamento técnico necessário às diferentes frentes da propriedade, sem perder o caráter familiar que marca a condução da Bom Jesus.


A seleção genética é parte dessa construção. Não acontece de uma safra para outra. É feita acumulando matrizes, escolhendo reprodutores, planejando acasalamentos, acompanhando nascimentos, observando resultados e tomando novas decisões a partir daquilo que o próprio rebanho mostra.


É assim que o CLLF vai deixando de ser apenas uma identificação de registro e passa a representar uma linha de trabalho.



Bom Jesus também estará na programação de Faria Lemos


A abertura dessa nova fase do Nelore CLLF acontece em um momento de aproximação da Fazenda Bom Jesus com o agro de sua própria região.


Entre os dias 18 e 20 de setembro, a Fazenda Bom Jesus estará entre as propriedades presentes na programação agropecuária de Faria Lemos, que reunirá três dias de festa, rodeio, shows e Concurso Leiteiro.


A programação contará com apresentação da Cia. Brasil de Rodeio e shows de Júnior & Gustavo, Odair de Paula, Karysma e Banda Zem.


No ambiente ligado à produção rural, a presença da Fazenda Bom Jesus estará ao lado de outros produtores e criadores da região, entre eles a Fazenda Santa Rita e a DF Agropecuária.


A participação tem um significado particular. A Bom Jesus está justamente na divisa entre Carangola e Faria Lemos. Estar presente em um evento que valoriza a pecuária do município significa também aproximar o trabalho de seleção feito dentro da propriedade das pessoas, produtores e criadores que fazem parte dessa mesma realidade rural.


É uma genética com possibilidade de alcançar rebanhos de outras regiões, mas que continua tendo os pés fincados na Zona da Mata mineira.



A porteira se abre para novos rebanhos


Agora chega o momento comercial.


Parte da nova geração de tourinhos Nelore PO CLLF começa a ser apresentada para produtores interessados em incorporar essa genética aos seus projetos.


A recomendação da Fazenda Bom Jesus é que a escolha seja feita conhecendo os animais. Genealogia, registros, avaliações disponíveis, características individuais e objetivo do comprador precisam entrar na conversa.


A intenção não é fazer com que todo pecuarista leve qualquer tourinho. É exatamente o contrário.


É encontrar, dentro dos animais disponíveis, aquele que apresenta a melhor compatibilidade com o rebanho que irá recebê-lo.


Isso transforma a venda em continuidade do trabalho de seleção. O tourinho sai da Bom Jesus, mas a genética começa uma nova história em outra propriedade.



INFORMAÇÕES SOBRE GENÉTICA E LOTES DISPONÍVEIS WhatsApp: (21) 99762-8564 | Direct




UMA PARCERIA QUE VIROU FAMÍLIA



Um registro que vai além da pauta


Até aqui, esta matéria falou de genética, seleção, genealogias, manejo, campo e pecuária. Mas existe uma parte dessa história que nós, do Jornal Carangola, não conseguiríamos encerrar apenas com informações técnicas.


A Fazenda Bom Jesus é nossa parceira. Só que, em algum momento do caminho, a palavra parceria começou a ficar pequena para definir essa relação.


Dr. Custódio, Luciene e Luiz Felipe nos receberam para trabalhar, conhecer a propriedade, acompanhar projetos e contar um pouco do que acontece por lá. E fizeram algo que nenhum contrato exige: nos acolheram.


Com o tempo, deixamos de chegar à Bom Jesus com a sensação de estar apenas entrando na propriedade de um parceiro. Passamos a encontrar pessoas que nos tratam com proximidade, confiança e um carinho que se reconhece nas pequenas coisas.


E a reciprocidade é verdadeira.


Existe da nossa parte uma gratidão profunda pela confiança depositada no nosso trabalho e, principalmente, por nos permitirem caminhar ao lado de vocês.


Uma fazenda é feita de terra, estrutura, animais, genética e produção. Mas algumas histórias só se tornam realmente especiais por causa das pessoas.


Por isso, acompanhar o crescimento da Bom Jesus, registrar suas conquistas e vê-la avançar já não é somente parte do nosso trabalho. É também motivo de alegria para nós.


Obrigado, Dr. Custódio, Luciene e Luiz Felipe, por abrirem as porteiras, pela confiança e por fazerem com que, no caminho, uma relação profissional se transformasse em algo muito maior.


Chegamos como parceiros. Vocês nos fizeram sentir família.


E a recíproca é verdadeira. Que venham os próximos capítulos.


Chegamos como parceiros. Vocês nos fizeram sentir família.




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