Eleito senador com 2,9 milhões de votos, Deltan ainda depende de decisão final do TSE
Julgamento sobre a validade do registro foi adiado a pedido da defesa; nova data ainda não foi marcada e eventual invalidação pode exigir eleição suplementar.
Agência Brasil Deltan Dallagnol, do Novo, saiu das urnas com uma cadeira no Senado pelo Paraná, mas o resultado político ainda carrega uma pendência jurídica importante. O Tribunal Superior Eleitoral adiou o julgamento que definirá a validade do registro de sua candidatura.
O ex-procurador recebeu 2.904.594 votos, equivalentes a 25,14% dos votos válidos para o cargo, e ficou com a segunda vaga do estado. O adiamento ocorreu a pedido da defesa e ainda não há nova data definida.
Uma candidatura que chegou às urnas após decisões conflitantes
Deltan teve o mandato de deputado federal cassado pelo TSE em 2023. Na eleição de 2026, o Tribunal Regional Eleitoral do Paraná deferiu seu registro. Depois, houve recurso e decisões individuais que chegaram a suspender e, em seguida, restabelecer a candidatura às vésperas da votação.
O centro da controvérsia é a aplicação da Lei da Ficha Limpa ao pedido de exoneração de Deltan do Ministério Público Federal, feito quando havia procedimentos administrativos em tramitação.
O que pode acontecer
Enquanto não houver decisão definitiva, os votos permanecem contabilizados conforme a situação jurídica vigente. Se a candidatura for mantida, Deltan segue eleito. Se o registro for invalidado definitivamente, a consequência pode alcançar a própria composição da representação do Paraná no Senado.
Segundo a Radioagência Nacional, a legislação prevê eleição suplementar para a vaga caso a invalidação produza a anulação necessária dos votos.
O caso é especialmente relevante porque não trata de um candidato sem expressão eleitoral. Trata de uma cadeira de oito anos no Senado definida por quase 3 milhões de votos e cuja validade ainda depende do tribunal.
Fontes: Agência Brasil; Radioagência Nacional.





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