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Carangola,03/09/2026

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Cleitinho lidera governo de Minas, mas 80% ainda não apontam candidato espontaneamente

Quaest mostra senador com 29% na estimulada e vantagem sobre adversários; voto pouco consolidado mantém disputa aberta.

Fontes: UOL, pesquisa Quaest; Folha de S.Paulo, Datafolha.
Cleitinho lidera governo de Minas, mas 80% ainda não apontam candidato espontaneamente

Cleitinho Azevedo lidera a disputa pelo governo de Minas Gerais, mas a eleição permanece menos consolidada do que a vantagem na pesquisa estimulada sugere. Levantamento Quaest divulgado em 25 de agosto mostra o senador com 29%, seguido por Patrus Ananias, com 11%, Alexandre Kalil, com 10%, Mateus Simões, com 7%, e Gabriel Azevedo, com 5%.



A pesquisa ouviu presencialmente 1.506 eleitores entre 21 e 24 de agosto. Foi encomendada pela Globo, registrada no TSE sob o número MG-04060/2026 e tem margem de erro compatível com o plano amostral divulgado pelo instituto.



Na pergunta espontânea, quando os nomes não são apresentados, Cleitinho cai para 11%. Patrus tem 3%, Kalil 2%, Gabriel e Mateus 1% cada. Cerca de 80% não souberam indicar candidato. O contraste mostra que liderança estimulada e voto consolidado são coisas diferentes.



Vantagem real, decisão ainda frágil



Cleitinho também liderou o Datafolha divulgado dias antes, com 32%, enquanto Patrus e Kalil registraram 12% cada. A convergência de dois institutos sustenta a afirmação de que o senador está à frente. Não sustenta, porém, a ideia de eleição resolvida.



A maior parte do eleitorado ainda depende da lista para reconhecer ou escolher um nome. Horário eleitoral, debates, alianças e desempenho das campanhas podem alterar esse quadro, sobretudo entre candidatos que disputam a segunda vaga para o eventual segundo turno.



Cleitinho ocupa uma posição confortável: pode ser alvo de adversários sem precisar abandonar o discurso de renovação que construiu no Senado. O risco é transformar liderança em teto, especialmente quando os concorrentes ampliarem conhecimento e vincularem seu nome a problemas concretos do estado.



A guerra principal é pela segunda posição



Patrus, Kalil e Mateus aparecem próximos o suficiente para disputar o lugar de desafiante. Cada um representa uma combinação distinta de experiência administrativa, estrutura partidária e rejeição. A campanha negativa contra Cleitinho só produzirá efeito para quem conseguir se apresentar como alternativa viável.



Para o eleitor, a próxima etapa deve sair dos percentuais e entrar nas propostas. Minas enfrenta dívida elevada, pressão sobre saúde e educação, infraestrutura desigual e conflitos sobre privatizações. Liderar pesquisa não responde como o próximo governo financiará e executará suas promessas.



O critério de acompanhamento será a espontânea. Se Cleitinho crescer sem ajuda da lista, sua vantagem estará se consolidando. Se permanecer perto de 11%, a corrida continuará aberta mesmo com liderança confortável na estimulada.



Fontes: UOL, pesquisa Quaest; Folha de S.Paulo, Datafolha.




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