73% dos mineiros ainda não escolheram deputado estadual entre 988 candidaturas
DATATEMPO mostra indefinição recorde enquanto 73 dos 77 atuais deputados tentam permanecer na política; eleição proporcional entra na fase decisiva.
A um mês da eleição, 73,3% dos eleitores de Minas Gerais não conseguem indicar espontaneamente um candidato a deputado estadual. A indefinição contrasta com uma oferta de 988 pedidos de registro para o cargo, segundo o Tribunal Regional Eleitoral, e com a tentativa de permanência de 73 dos 77 atuais integrantes da Assembleia Legislativa.
Os dados de intenção de voto são da terceira rodada do DATATEMPO, realizada entre 17 e 20 de agosto com 1.000 entrevistas domiciliares. A margem de erro é de 3,1 pontos percentuais, o nível de confiança é de 95% e os registros eleitorais são MG-03794/2026 e BR-08275/2026.
Na pergunta espontânea, os nomes lembrados individualmente ficam abaixo de 1%. Outros 1,1% citaram candidatos que não puderam ser identificados. Para deputado federal, a indecisão também é alta: 68,9% ainda não apontam um nome.
Quase toda a Assembleia quer continuar
Dos 77 deputados estaduais atuais, 73 foram oficializados como candidatos. A maior parte tenta a reeleição, cinco disputam vaga na Câmara dos Deputados e dois não concorrem depois de serem escolhidos para o Tribunal de Contas do Estado.
O contraste é político: os mandatários entram na campanha com estrutura, presença regional e quatro anos de exposição, enquanto o eleitor ainda não consolidou escolha. Essa vantagem pode ser decisiva nas últimas semanas, quando candidatos menos conhecidos precisam transformar propaganda e presença local em lembrança de nome.
O TRE-MG registrou 1.810 pedidos de candidatura em todos os cargos. Para deputado estadual são 988, e não 994 como apareceu em levantamentos preliminares. Os números podem sofrer alterações com decisões sobre registros e substituições, mas a base oficial de 16 de agosto é a referência disponível.
Voto proporcional exige olhar para partido
A eleição para deputado não depende apenas da votação individual. As cadeiras são distribuídas pelo sistema proporcional, que considera votos dos candidatos e das legendas, quocientes e desempenho de partidos e federações.
Isso significa que escolher um nome também fortalece a lista partidária à qual ele pertence. O eleitor precisa verificar propostas, patrimônio, histórico, situação do registro e alianças. O sistema DivulgaCandContas permite consultar essas informações e acompanhar receitas e despesas de campanha.
A enorme indecisão não é ausência de interesse definitiva. Ela indica que a disputa proporcional será decidida tarde, com forte peso do horário eleitoral, das redes e das estruturas municipais. Para o eleitor, o risco é escolher pelo número memorizado na última hora sem conhecer o grupo político que receberá o voto.
Fontes: Tecle Mídia, pesquisa DATATEMPO; TRE-MG, pedidos de registro.





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