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Carangola,14/09/2026

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PF cumpre 49 mandados em operação que investiga suspeita de desvio de emendas ligadas ao filme Dark Horse

Deputado Mario Frias e produtora do filme sobre Jair Bolsonaro estão entre os alvos da Operação Make Up, autorizada pelo STF.

Imagem divulgação/Reprodução
PF cumpre 49 mandados em operação que investiga suspeita de desvio de emendas ligadas ao filme Dark Horse PF cumpriu 49 mandados na Operação Make Up, que investiga suspeita de desvio de recursos de emendas ligados a entidades envolvidas com o filme Dark Horse.

A Polícia Federal cumpriu 49 mandados de busca e apreensão em uma operação que investiga suspeitas de desvio de recursos públicos provenientes de emendas parlamentares. Entre os alvos estão o deputado federal Mario Frias e Karina Gama, produtora ligada ao filme Dark Horse, obra sobre a trajetória de Jair Bolsonaro.

A Operação Make Up foi autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, e teve diligências em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e Distrito Federal.

Segundo a Polícia Federal, a apuração busca esclarecer a destinação de recursos públicos repassados a entidades privadas e possíveis irregularidades na aplicação dessas verbas. Duas organizações ligadas à produtora também foram alvo das buscas.

A investigação alcança emendas destinadas pelo parlamentar e relações financeiras de entidades envolvidas na produção do filme. A existência de mandado ou investigação não equivale a condenação, mas indica que a apuração encontrou elementos suficientes para justificar medidas autorizadas pelo Judiciário.

OPINIÃO DA REDAÇÃO

Emenda parlamentar não é propriedade de deputado, partido, produtora ou projeto ideológico. É dinheiro do contribuinte. Se recursos públicos foram enviados a entidades que depois aparecem conectadas a uma produção privada, a pergunta não pode ser abafada por torcida política: onde entrou o dinheiro, qual serviço foi entregue e quem se beneficiou?

O padrão precisa valer para qualquer governo e qualquer grupo. Quando dinheiro público troca de finalidade, some em contratos nebulosos ou termina perto de interesses particulares, o jornalismo deve seguir o rastro até o fim. A defesa de um campo político nunca pode virar autorização para abandonar a fiscalização.

Fontes: Polícia Federal; Supremo Tribunal Federal; Agência Brasil.




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