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Carangola,17/10/2026

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Liminar permite que Tifanny dispute Supercopa e Superliga; regra da CBV permanece

Decisão temporária prevê multa de R$ 5 mil por partida em que a atleta seja impedida de atuar e protege o Osasco de sanções por sua escalação.

jovempan.com.br
Liminar permite que Tifanny dispute Supercopa e Superliga; regra da CBV permanece

Tifanny Abreu obteve uma liminar no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro que permite sua participação em competições da Confederação Brasileira de Vôlei, incluindo a Supercopa contra o Praia Clube, prevista para a noite de sexta-feira (16), e a Superliga Feminina 2026/27. A decisão é temporária e não anula a nova regra da CBV.

A entidade havia excluído a atleta da lista de inscrições deferidas do Osasco. Um pedido de revisão no Superior Tribunal de Justiça Desportiva foi negado, e Tifanny, representada pelo advogado Luiz Fernando Novaes, recorreu à Justiça comum.

O juiz Antonio Luiz da Fonseca Lucchese entendeu que a exclusão imediata prejudicaria a carreira da jogadora e que manter sua atuação por algumas semanas seria menos gravoso que afastá-la antes de uma análise definitiva. Ressaltou o caráter provisório dos processos na Justiça Desportiva e no TJ-RJ.

A liminar fixa multa de R$ 5 mil à CBV por partida em que Tifanny seja impedida de jogar. Também proíbe sanções ao Osasco, como W.O., perda de pontos ou multas, por sua participação.

A norma da confederação, anunciada em consonância com o Comitê Olímpico Internacional e a Federação Internacional de Vôlei, restringe os torneios femininos às atletas que se enquadrem no critério de sexo biológico feminino. A decisão obtida por Tifanny trata de sua participação enquanto o caso é analisado.

A atleta de 41 anos estreou na categoria feminina em 2017, após autorização da FIVB, e foi a única mulher trans na última Superliga Feminina. Depois de atuar no vôlei italiano e no Sesi-Bauru, chegou ao Osasco em 2021.

No clube, conquistou uma Superliga e quatro Campeonatos Paulistas, além de um vice-campeonato sul-americano e um terceiro lugar no Mundial de Clubes. O Paulista, vencido pelo Osasco, era a única competição em que tinha liberação para atuar após a mudança da regra da CBV.




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